Segunda-feira, 1 de Junho de 2026
Alto TâmegaEntregou o dinheiro aos ladrões e depois foi baleado

Entregou o dinheiro aos ladrões e depois foi baleado

O empregado de um posto de venda de combustíveis foi baleado, com um tiro no abdómen, na sequência de um assalto perpetrado por dois desconhecidos. O incidente teve lugar às 23 horas de Quinta-feira da semana passada. Ao que apurámos, os dois homens, “jovens e de t-shirt”, conforme nos disse Dores Magalhães, proprietária do posto, […]

O empregado de um posto de venda de combustíveis foi baleado, com um tiro no abdómen, na sequência de um assalto perpetrado por dois desconhecidos. O incidente teve lugar às 23 horas de Quinta-feira da semana passada.

Ao que apurámos, os dois homens, “jovens e de t-shirt”, conforme nos disse Dores Magalhães, proprietária do posto, chegaram numa viatura preta e pediram para abastecer cinco euros de gasolina. Entretanto, um deles saiu do carro e caminhou na direcção do funcionário, Francisco Nóbrega, de 57 anos, que fugiu, ao aperceber-se das intenções dos assaltantes, na direcção da garagem, cuja porta tentou fechar, mas não o conseguindo.

“O meu empregado foi, depois, agredido, com um soco na cara e teve de entregar o dinheiro, cerca de 500 euros, aos indivíduos. Depois, foi alvejado, com um tiro, cuja bala furou o casaco que trazia vestido, mas passando de raspão, junto ao abdómen” – contou Dores Magalhães, acrescentando que o assaltante “atirou, mesmo, para matar”.

Os assaltantes puseram-se em fuga, quando repararam num casal que passava, na altura, num outro carro. “Ainda assim, viram um deles de arma em punho, a apontar para a vítima” que foi assistida, no local, pelos Bombeiros Voluntários de Vidago e pelos elementos de uma viatura do INEM.

Francisco Nóbrega trabalha no posto há mais de trinta anos e foi a primeira vez que foi assaltado. As bombas não tinham qualquer sistema de vídeovigilância e estão situadas em zona pouco movimentada. Os ladrões levaram a cabo o assalto de rosto destapado. Eram portugueses. Suspeita-se que tivessem fugido na direcção da A 24, cujo nó fica a um quilómetro das bombas.

Este assalto levantou forte contestação, na vila, tendo em conta a alteração de funcionamento do posto da GNR local. Ana Maria, colega de Francisco, na mesma empresa, manifestou o seu descontentamento: “Há, cada vez mais insegurança. Depois das 17 horas, os ladrões podem actuar à vontade. Não se compreende como uma vila como esta tenha o posto aberto só uma parte do dia. Foi caricato termos nós alertado os agentes da GNR, dando-lhes conta do assalto.

O posto de GNR de Vidago foi inaugurado em Junho de 1996 e a sua área de influência abrange 15 freguesias, cobrindo uma área de 105 Km2. Tem ao seu serviço um efectivo de apenas uma dezena de homens.

A PJ está a investigar o caso.

 

Jmcardoso


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