O responsável pelo EMD, considerou ainda “ser importante avaliar o que foi feito, ao longo dos últimos seis anos, no Território e referiu o importante reflexo que os Planos de Ordenamento do Território e os Planos Directores Municipais têm tido durante deste período”. Ricardo Magalhães considerou haver muita expectativa na segunda geração de instrumentos de gestão territorial e focou algumas áreas sensíveis do património, nomeadamente a reconversão das vinhas, as obras de arte, a arquitectura e a cultura popular.
Estas Jornadas promovidas pela Estrutura de Missão do Douro, EMD, que o Município de Sabrosa acolheu, na sexta-feira, contaram com vários oradores. Na sessão de abertura, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, CCDRN, Carlos Lage, lembrou que “a defesa do património é um valor constitucional” e chamou a atenção dos municípios e dos agricultores para “a preservação e valorização do património edificado”, deixando transparecer responsabilidades repartidas. Para além do Estado, também os agricultores durienses têm um papel fundamental na conservação desta paisagem”. Na sua intervenção, o dirigente abordou o financiamento da Cultura em tempos de crise. “A Cultura sofre sempre de crónico sub-financiamento por parte do Estado e quando há crise isso sente-se ainda mais”. Porém, reconheceu que há municípios que gastam verbas significativas com a cultura e saudou a decisão do Ministério da Cultura que determinou que 1 por cento do total do montante das obras públicas efectuadas em cada concelho, as empresas que executam os trabalhos sejam obrigadas a fazer intervenções de reabilitação no património.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques, sublinhou a relevância do património cultural do concelho. “Sabrosa é, sem dúvida, detentora de um importante Património Cultural e tem sido preocupação do actual executivo encará-lo como recurso estratégico deste território, colocando-o ao serviço do desenvolvimento e de uma melhor qualidade de vida da população. A ideia tem de ser encarada de forma sustentada e cuidada para rentabilizar o património, que é um bem precioso para o Douro e para o país”. Adiantou ainda que, é obrigação da Câmara Municipal, do Governo Central, através dos Ministérios da Cultura e da Agricultura, e da Comissão de Coordenação, a elaboração de contextos favoráveis através da viabilização de projectos concretos e de enquadramento capazes de favorecer e estimular o empreendorismo com a criação de ideias criativas em áreas como o turismo, a agricultura, a gastronomia e a paisagem”, acrescentou.
David Carvalho, director da Filandorra, deixou aos participantes “o desafio na realização do Festidouro”, um evento cultural que pretende abranger toda a região.




