RegiãoEquacionado o perímetro do território classificado pela UNESCO

Equacionado o perímetro do território classificado pela UNESCO

O Encarregado de Missão do Douro, EMD, Ricardo Magalhães, defendeu, em Sabrosa, o equacionamento do actual Território do Alto Douro Vinhateiro classificado pela UNESCO como Património da Humanidade. Esta posição surgiu no final do debate das Jornadas do Património Cultural do Douro 2009, sobre a “Conservação e a valorização do Património Cultural: factores de atractividade e de competitividade do Douro”.

O responsável pelo EMD, considerou ainda “ser importante avaliar o que foi feito, ao longo dos últimos seis anos, no Território e referiu o importante reflexo que os Planos de Ordenamento do Território e os Planos Directores Municipais têm tido durante deste período”. Ricardo Magalhães considerou haver muita expectativa na segunda geração de instrumentos de gestão territorial e focou algumas áreas sensíveis do património, nomeadamente a reconversão das vinhas, as obras de arte, a arquitectura e a cultura popular.

Estas Jornadas promovidas pela Estrutura de Missão do Douro, EMD, que o Município de Sabrosa acolheu, na sexta-feira, contaram com vários oradores. Na sessão de abertura, o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte, CCDRN, Carlos Lage, lembrou que “a defesa do património é um valor constitucional” e chamou a atenção dos municípios e dos agricultores para “a preservação e valorização do património edificado”, deixando transparecer responsabilidades repartidas. Para além do Estado, também os agricultores durienses têm um papel fundamental na conservação desta paisagem”. Na sua intervenção, o dirigente abordou o financiamento da Cultura em tempos de crise. “A Cultura sofre sempre de crónico sub-financiamento por parte do Estado e quando há crise isso sente-se ainda mais”. Porém, reconheceu que há municípios que gastam verbas significativas com a cultura e saudou a decisão do Ministério da Cultura que determinou que 1 por cento do total do montante das obras públicas efectuadas em cada concelho, as empresas que executam os trabalhos sejam obrigadas a fazer intervenções de reabilitação no património.

Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Sabrosa, José Manuel Marques, sublinhou a relevância do património cultural do concelho. “Sabrosa é, sem dúvida, detentora de um importante Património Cultural e tem sido preocupação do actual executivo encará-lo como recurso estratégico deste território, colocando-o ao serviço do desenvolvimento e de uma melhor qualidade de vida da população. A ideia tem de ser encarada de forma sustentada e cuidada para rentabilizar o património, que é um bem precioso para o Douro e para o país”. Adiantou ainda que, é obrigação da Câmara Municipal, do Governo Central, através dos Ministérios da Cultura e da Agricultura, e da Comissão de Coordenação, a elaboração de contextos favoráveis através da viabilização de projectos concretos e de enquadramento capazes de favorecer e estimular o empreendorismo com a criação de ideias criativas em áreas como o turismo, a agricultura, a gastronomia e a paisagem”, acrescentou.

David Carvalho, director da Filandorra, deixou aos participantes “o desafio na realização do Festidouro”, um evento cultural que pretende abranger toda a região.

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