InícioChaves“Era fundamental que pudesse haver um diálogo entre as instituições de saúde espanholas e portuguesas”

“Era fundamental que pudesse haver um diálogo entre as instituições de saúde espanholas e portuguesas”

O presidente da câmara municipal de Chaves e da Eurocidade Chaves-Verín apelou hoje a um diálogo entre as instituições de saúde espanholas e portuguesas para a partilha de informações e normalização das medidas face à pandemia de covid-19.

“Era fundamental que pudesse haver um diálogo, uma comunicação entre as instituições de saúde espanholas e portuguesas, para que pudessem falar a nível da proteção civil, e para que pudessem partilhar informações”, destacou o autarca de Chaves, no distrito de Vila Real, Nuno Vaz.

Em declarações à agência Lusa dias antes da 31.ª Cimeira Luso-Espanhola que vai realizar-se no sábado, na Guarda, o também presidente da Eurocidade Chaves-Verín, defende também uma “normalização das medidas”.

“Não faz sentido que as medidas sejam umas em Espanha e outras em Portugal”, apontou.

Como exemplo, Nuno Vaz realçou que na Galiza, Espanha, já é obrigatório o uso de máscara na via pública, enquanto em Portugal isso ainda não acontece.

“Temos que harmonizar essas regras, numa tentativa de perceber que as mesmas regras que valem em Verín devem valer em Chaves, do ponto de vista sanitário”, realçou.

O concelho de Chaves faz fronteira com Verín, localidade espanhola da Galiza, e atualmente, desde 2008, as localidades separadas por 28 quilómetros formam uma eurocidade, um projeto de cooperação transfronteiriço que envolve a partilha de um cartão de cidadão que dá acesso a piscinas, bibliotecas, eventos, formações ou concursos, bem uma agenda cultural e mais recentemente transportes.

Nuno Vaz defendeu ainda a partilha de informação e “em alguns casos” a partilha de “respostas e logística”.

“Era fundamental que pudéssemos fazer uma monetarização e vigilância mais ativa pois acredito que se tivemos cidadãos cada vez mais conscientes e mais responsáveis será a melhor forma de combater esta pandemia”, frisou.

O autarca de Chaves defende que qualquer “política que se limite a confinar” deve ser “apenas adotada em ‘ultima ratio’ [último recurso]”.

 

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