Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Escola de Enfermagem poderá passar para o Campus

Depois da libertação do edifício do Ex-DRM, do CIFOP se ter despedido da atividade letiva e do polo de Chaves ter ‘perdido’ o curso de Turismo, a UTAD está a equacionar também a transferência da Escola de Enfermagem para a Quinta de Prados. Sobre o próximo ano letivo, fica a garantia que a oferta educativa da universidade vai manter-se, à exceção de cursos que a própria academia decida encerrar.

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“Estamos a equacionar mudar a própria Escola de Enfermagem para o campus”, adiantou ao Nosso Jornal o reitor da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, Fontaínhas Fernandes, ao explicar o processo de reestruturação e reorganização de serviços do qual a academia está a ser alvo.

O primeiro passo do processo de reorganização levou a UTAD a deixar livre o edifício do ex-DRM, localizado junto ao Jardim da Carreira, onde funcionavam os cursos de Economia e Gestão.

Como já tinha sido adiantado ao Nosso Jornal, também as funções do CIFOP, junto à Escola Diogo Cão, foram revistas, estando já o edifício livre de atividades letivas. “As aulas, os docentes e os investigadores já se mudaram para o campus. Até que comecem as obras de adaptação, só lá funcionam algumas atividades desportivas ligadas ao ginásio”, explicou o reitor sobre o edifício que ganhará uma nova função no quadro da ação social, ao servir de residência académica, por exemplo para alunos internacionais, com capacidades para 190 a 200 camas.

Relativamente ao Polo de Chaves, que Fontaínhas Fernandes considera há muito não ter as especificidades necessárias para ser classificado como um verdadeiro polo, o único curso que era ali lecionado, Turismo, passou para Vila Real, sendo que os quatro professores que estavam lá sedeados já têm novos gabinetes na Quinta de Prados.

Apesar do curso ter saído de Chaves, o reitor explica que a intenção não é fechar a extensão flaviense, estando a reitoria a aguardar a resposta das instituições locais, como por exemplo a Câmara Municipal, à proposta de promover no polo “cursos técnicos de dois anos, de natureza politécnica”.

Recentemente foi divulgado na comunicação social que a UTAD estaria a levar o mobiliário do edifício onde funcionava o polo, mas a realidade é que apenas foi retirado o material dos gabinetes dos quatro docentes que já a partir do próximo ano letivo vão dar aulas em Vila Real, garantiu o reitor.

Na sequência de todo esse processo de reorganização e redistribuição dos serviços pelos edifícios da UTAD, Fontaínhas Fernandes adiantou que a reitoria “está a equacionar mudar a própria escola de enfermagem” como mais um passo para uma “poupança efetiva” em termos, por exemplo, de despesas correntes, como água e luz.

 

Matemática pode fechar, mas Florestal e Reabilitação vão abrir vagas

Recentemente foi divulgada uma proposta para a fixação da oferta do ensino superior público que está a ser discutida pelo Ministério da Educação e Ciência (MEC) com as instituições de ensino superior que indicaria que, a nível nacional, 16 cursos não iriam abrir vagas no próximo ano letivo, entre os quais alguns da academia transmontana.

João Coutinho, vice-reitor da UTAD, explicou, no entanto, que esse seria o cenário caso houvesse “uma aplicação cega das regras”, o que não vai acontecer.

“Há margem para algumas exceções”, garantiu o mesmo responsável, referindo que na lista de cursos com pouca procura por parte dos estudantes estariam dois da universidade transmontana, nomeadamente Engenharia Florestal e Engenharia de Reabilitação e Acessibilidade Humanas, que vão manter-se abertos no próximo ano.

Relativamente a Florestal, a garantia de continuidade prende-se com a “relevância do curso na economia nacional e com a capacidade instalada na UTAD em termos de ensino e investigação”.

Já no que diz respeito à Engenharia da Reabilitação, João Coutinho explica que será substituído por um curso de Tecnologia de Reabilitação.

O vice-reitor não põe de parte a possibilidade de alguns cursos não abrirem vagas no próximo ano letivo, mas garante que, a acontecer, será por opção própria da UTAD, sendo o curso de Matemática um exemplo possível.

Hoje, quinta-feira, o Conselho Académico irá reunir-se e “começar” a discussão sobre as alterações na oferta educativa, no entanto, o debate deverá prolongar-se em mais reuniões a desenvolverem-se até ao final da próxima semana, data limite para a universidade manifestar as suas intenções para o próximo ano.

“Não podemos esquecer que, no Norte, a UTAD é a única universidade que oferece cursos na área agrária. É também a única no país, e das poucas a nível europeu, com um curso de primeiro ciclo ligado às acessibilidades e reabilitação humana”, defendeu o mesmo responsável, confiante de que no final de todo o processo a universidade vai ver inalterada 95 por cento da sua oferta educativa.

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