Domingo, 3 de Julho de 2022

Está “na calha” a discussão sobre o licenciamento de novas grandes superfícies

Fábio Lucci, Minipreço, Plus e Mestre Maco são as quatro grandes superfícies que já demonstraram, oficialmente, o seu interesse em instalar–se, em Vila Real, estando prevista, para a próxima semana, o agendamento da Comissão Municipal que decidirá, também, sobre o alargamento do Bricomarché. Fernando Cardoso considera que, a serem aprovados, os novos hipermercados constituirão “uma […]

Fábio Lucci, Minipreço, Plus e Mestre Maco são as quatro grandes superfícies que já demonstraram, oficialmente, o seu interesse em instalar–se, em Vila Real, estando prevista, para a próxima semana, o agendamento da Comissão Municipal que decidirá, também, sobre o alargamento do Bricomarché.

Fernando Cardoso considera que, a serem aprovados, os novos hipermercados constituirão “uma catástofre”, para o Comércio Tradicional.

“Na próxima semana”, será agendada uma reunião da Comissão Municipal das Grandes Superfícies Comerciais, órgão que decidirá sobre o licenciamento de quatro novas grandes superfícies comerciais, em Vila Real, confirmou, ao Nosso Jornal, Domingos Madeira Pinto, Vereador da autarquia vila-realense.

Segundo Fernando Cardoso, Presidente da Associação Comercial e Industrial de Vila Real (ACIVR), também representada, na Comissão Municipal, deverá decidir-se sobre a instalação, na capital de distrito, da Fábio Lucci, Mestre Maco, Minipreço e Plus, e, ainda, sobre a ampliação do Bricomarché.

“A concretizar-se a instalação dessas novas grandes superfícies, elas representarão uma catástrofe, para o Comércio Tradicional”, sublinhou o dirigente associativo, adiantando que a Associação Comercial defenderá, “até ao fim”, os interesses dos pequenos comerciantes, ou seja, o não estabelecimento de mais grandes grupos.

Fernando Cardoso ressalva, no entanto, que a Comissão que, para além da ACIVR e da autarquia, tem representantes da Assembleia Municipal, do Ministério da Economia e da Associação de Defesa do Consumidor (Deco), decidirá de acordo com a posição do Município, prevendo que o único “voto contra” seja o da Associação Comercial”. Domingos Madeira Pinto garantiu que a Comissão Municipal vai estudar e deliberar, “caso a caso”.

Segundo fonte do grupo, “a Fábio Lucci é a marca, em Portugal, da Vetura, um grupo com mais de 150 lojas abertas ao público” e pretende oferecer, aos seus clientes, um espaço onde seja possível adquirir roupa prática, mas actual, com uma relação de qualidade, preço e “design”. Com 26 lojas, em Portugal (Amadora, Aveiro, Braga, Chaves, Felgueiras, Gaia, Viana, Viseu e Setúbal, entre muitas outras) a Fábio Lucci “comercializa, também, uma extensa gama de artigos para o lar, ménage, higiene e beleza, pequenos electrodomésticos, brinquedos e, progressivamente, em toda a cadeia, calçado e marroquinaria”.

Já o grupo Plus que conta, actualmente, com 69 lojas, distribuídas de Norte a Sul do país, define-se como uma empresa “de discount alimentar que faz parte do grupo internacional Tengelmann, tendo aberto as suas primeiras lojas, na Alemanha, em 1972, mas encontrando-se, actualmente, instalada em nove países europeus, com mais de quatro mil lojas”.

O Mestre Maco, antes instalado no Centro Comercial Dolce Vita Douro, poderá ser sedeada junto ao Hipermercado Continente e o Minipreço poderá nascer na zona do Seixo.

Fernando Cardoso explicou, ao Nosso Jornal, que muitas lojas do Comércio Tradicional têm fechado, mas classificou grande parte delas como “negócios pontuais”. No entanto, o mesmo dirigente associativo definiu como “uma catástrofe” a abertura de novas grandes superfícies, em Vila Real realçando que, embora ainda não estejam em fase de discussão do licenciamento, também “já se fala” no interesse do AKI e da abertura de uma segunda loja do Pingo Doce.

 

Maria Meireles

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