Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021
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Ex-líbris gastronómicos de outras regiões viajam até Vila Real

Três restaurantes vão visitar Vila Real e trazer ‘na mala’ as iguarias das suas regiões e a vontade de dar a degustar aos transmontanos os sabores que marcam a sua gastronomia. Durante três fins-de-semana, poderá provar, na terra mãe da maronesa e das tripas aos molhos, o arroz de lagosta, o sarrabulho do Minho e o leitão assado da Bairrada, entre tantos outros pratos, isso graças à iniciativa de um restaurante vila-realense que, mais tarde, também vai levar o seu menu mais especial em ‘tournée’.

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E se pudesse apreciar um verdadeiro leitão da Bairrada, saborear um prato de marisco fresco ou experimentar um arroz de Galo Pé Descalço sem sair de Vila Real? A partir de amanhã será possível graças aos Intercâmbios Gastronómicos, uma iniciativa do Grill/Restaurante “O Costa” que vai trazer à capital de distrito transmontana iguarias de Matosinhos, Viana do Castelo e Coimbra.

Os intercâmbios vão decorrer durante três fins-de-semana, sendo de sublinhar que já a partir de amanhã, e até ao almoço de domingo, será a vez do restaurante “O Gaveto”, de Matosinhos, “invadir” a cozinha do restaurante vila-realense para confeccionar os seus pratos.

Nesta primeira fase do projecto, “O Costa” vai ser ainda anfitrião da gastronomia dos restaurantes “Camelo”, de Viana do Castelo (25, 26 e 27 de Março), e “Manuel Júlio”, de Coimbra (8, 9 e 10 de Abril).

“Este projecto resultou do entendimento entre restaurantes de várias regiões gastronómicas”, explicou Joaquim Costa, proprietário do restaurante localizado em Vila Real e mentor da ideia.

Segundo o mesmo responsável, nos fins-de-semana de intercâmbio, desde o jantar de sexta-feira ao almoço de domingo, o seu “restaurante é deles”. “Orientam a cozinha e o serviço de sala. Vêm cá apresentar o que melhor entendem da sua casa e região”, sublinhou.

Nascido exclusivamente da iniciativa privada e sustentado pelo estabelecimentos parceiros, o projecto pretende “dar maior visibilidade à culinária tradicional, onde a multiplicidade de ingredientes resulta na apresentação de receitas de sabor singular”.

“Quando os negócios estão menos bem não podemos cruzar os braços, temos que ir à luta”, enalteceu Joaquim Costa, referindo que, também para a população da região trata-se de uma oportunidade de experimentar pratos diferentes, de outras regiões, mas sem as despesas das deslocações. “Ao tomarem conhecimento dos restaurantes e experimentarem os seus menus, os clientes que participarem nos intercâmbios gastronómicos já ficarão com um ponto de referência sobre onde comer” quando visitarem Matosinhos, Viana do Castelo ou Coimbra”, sublinhou o empresário.

Joaquim Costa explicou ainda que o projecto surgiu como uma forma de “promover o turismo gastronómico”, uma ideia partilhada por Manuel Pinheiro, proprietário do restaurante “O Gaveto” e o primeiro convidado dos Intercâmbios Gastronómicos. “A gastronomia é um segmento de mercado na área do turismo para o qual é importante olhar de outra forma”, defendeu o empresário de Matosinhos.

Manuel Pinheiro, que aceitou de imediato o desafio lançado por Joaquim Costa, recordou que a ideia desenvolveu-se graças as boas relações e experiências partilhadas entre os dois restaurantes, que há vários anos se encontram em feiras e outras actividades. “Nós, portugueses, somos muito individualistas. Temos que demonstrar que este tipo de incitativas são bem-vindas”, frisou.

Se nesta primeira fase do projecto será o restaurante de Vila Real a receber a gastronomia de outras regiões, numa segunda fase serão os restantes parceiros a receberem “O Costa”, que levará até outros palatos “a melhor carne do mundo”. Para além do seu “cartão-de-visita”, que é a carne maronesa, e dos pratos com ela confeccionados, como os grelhados, os enchidos ou a caldeirada de maronesa (lançado pelo “O Costa”), o restaurante vila-realense vai levar ainda “na mala” outros pratos regionais como as mãozinhas com grão, o rancho à transmontana, a feijoada ou as tripas aos molhos.

“A gastronomia é um produto estratégico essencial para a dinamização do Turismo”, sublinhou Júlio Meirinhos da Região de Turismo do Porto e Norte de Portugal.

Contabilizando que só na região Norte existem 140 iguarias para descobrir, o mesmo responsável deixou a garantia que “vem a Portugal e quer comer bem tem que vir ao Porto e Norte do País”.

António Martinho, presidente da Entidade Regional de Turismo do Douro, realçou o carácter privado do projecto e classificou-o como um óptimo exemplo para outros empresários, que participam no trabalho de dinamização e valorização da restauração na região.

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