Sexta-feira, 15 de Outubro de 2021

Falta de médicos motiva descontentamento

O problema da falta de médicos no concelho de Ribeira de Pena volta a preocupar e a revoltar os utentes dos serviços de saúde. Na semana passada, a situação agudizou-se com a entrada de férias de um médico que acabou por não ser substituído temporariamente. Esta situação deixou os utentes à beira de um ataque de nervos, porque ficaram sem consulta, conforme nos contou, Manuel Ramos, residente na Freguesia de Salvador. “Isto não está correcto, pois pensamos que vamos ser atendidos, mas, quando aqui chegamos, dizem-nos que o médico está de férias e não nos dão outra solução. A saúde não pode ser adiada”.

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No mesmo tom de críticas, veio a terreiro Maria Correia, moradora em Santa Marinha. “Isto está cada vez pior. Primeiro, tínhamos três médicos. Há 5 anos, saiu uma médica e ninguém a veio substituir. Agora, entra um médico de férias e os doentes ficam sem ser atendidos. Ninguém está contra o doutor, são os seus direitos, mas os serviços deveriam resolver esta ausência”.

Com as férias do clínico, o Centro de Saúde de Ribeira de Pena ficou apenas com um médico para as freguesias de Canedo, Salvador, Santa Marinha, Alvadia e Santo Aleixo. A situação de carência de clínicos também se tem sentido na Extensão de Saúde de Cerva. A saída de alguns médicos não tem sido compensada, resultando constrangimentos no atendimento.

A extensão de Saúde de Cerva tem cerca de 2 mil utentes, na sua maioria idosos, que são os que mais necessitam de assistência médica. Há muitos que não conseguem cumprir a posologia dos seus medicamentos, porque não têm médico que lhes prescrevam as receitas. Outros, que vêm de aldeias mais distantes de Cerva, pagam um táxi até à vila e depois acabam por não ter consulta.

A Câmara Municipal de Ribeira de Pena já enviou à Administração Regional de Saúde do Norte um pedido de esclarecimento sobre a situação do atendimento aos utentes do concelho. Depois, espera tomar uma posição de acordo com a informação recebida. Entretanto, a ARS Norte, perante estas dificuldades, vai sustentando que, a exemplo de outros centros, “apesar dos concursos abertos, não há médicos a concorrer para os respectivos lugares”.

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