No mesmo tom de críticas, veio a terreiro Maria Correia, moradora em Santa Marinha. “Isto está cada vez pior. Primeiro, tínhamos três médicos. Há 5 anos, saiu uma médica e ninguém a veio substituir. Agora, entra um médico de férias e os doentes ficam sem ser atendidos. Ninguém está contra o doutor, são os seus direitos, mas os serviços deveriam resolver esta ausência”.
Com as férias do clínico, o Centro de Saúde de Ribeira de Pena ficou apenas com um médico para as freguesias de Canedo, Salvador, Santa Marinha, Alvadia e Santo Aleixo. A situação de carência de clínicos também se tem sentido na Extensão de Saúde de Cerva. A saída de alguns médicos não tem sido compensada, resultando constrangimentos no atendimento.
A extensão de Saúde de Cerva tem cerca de 2 mil utentes, na sua maioria idosos, que são os que mais necessitam de assistência médica. Há muitos que não conseguem cumprir a posologia dos seus medicamentos, porque não têm médico que lhes prescrevam as receitas. Outros, que vêm de aldeias mais distantes de Cerva, pagam um táxi até à vila e depois acabam por não ter consulta.
A Câmara Municipal de Ribeira de Pena já enviou à Administração Regional de Saúde do Norte um pedido de esclarecimento sobre a situação do atendimento aos utentes do concelho. Depois, espera tomar uma posição de acordo com a informação recebida. Entretanto, a ARS Norte, perante estas dificuldades, vai sustentando que, a exemplo de outros centros, “apesar dos concursos abertos, não há médicos a concorrer para os respectivos lugares”.




