Sábado, 6 de Junho de 2026
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Feira do Fumeiro “foi a melhor de sempre”

Mais de 620 presuntos, perto de 26,5 toneladas de chouriça, salpicão, alheira, sangueira, butelo e farinheira, entre outros enchidos, e milhares de quilos de outras partes do porco barrosão foram comercializados em mais uma edição da feira montalegrense. À margem da inauguração da feira, o autarca de Montalegre deixou a garantia de que o problema do Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega estará em breve resolvido

“Não há dúvida que se encontram aqui os melhores produtos”, testemunhou Daniel Campelo, secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural, que, no dia 26, presidiu a cerimónia de inauguração da XXI Feira do Fumeiro e Presunto de Barroso em Montalegre, já considerada pela autarquia como a “melhor de sempre”.

O secretário de Estado louvou o esforço da Câmara Municipal na organização e promoção de um certame que, como reconheceu, é exemplo de uma “das estratégias” para dar resposta ao desenvolvimento do interior. “Esta é a melhor forma de dar valor acrescentado aos produtos locais. Atrás da valorização e do desenvolvimento dos produtos agrícolas vêm outros mercados, como por exemplo o turismo”, sublinhou o governante.

Daniel Campelo referiu que a sua visita à feira serviu para “incentivar as pessoas a apostar cada vez mais na qualidade, porque essa é sem dúvida uma forma de diferenciação e de conquista dos mercados”.

“Muitas vezes, as pessoas pensam que os melhores empregos são aqueles que estão dentro de um gabinete, que têm os vencimentos certos, mas a verdade é que pode não ser assim. Quem escolhe o risco da agricultura pode encontrar também aí uma oportunidade de vida que lhe dá muito valor económico”, defendeu o secretário de Estado, lembrando que o Governo tem atualmente um plano “para dar valor à terra”, “para incentivar os jovens a encontrar no espaço rural a oportunidade de uma nova vida”.

Apesar de explicar que mais que um espaço de atividade económica a feira representa uma montra da riqueza cultural do concelho ao mundo urbano, Fernando Rodrigues, presidente da Câmara Municipal de Montalegre, mostrou-se satisfeito ao constatar que esta edição terá sido “a melhor de sempre”. Segundo os cálculos da autarquia, nos quatro dias da Feira do Fumeiro, passaram pelo pavilhão multiusos municipal cerca de 50 mil pessoas, calculando-se que “o negócio que gravitou dentro e fora do recinto” tenha ultrapassado os dois milhões de euros.

“Não pensava vender tanto logo no primeiro dia”, adiantou ao Nosso Jornal Maria Rosa Moura, uma entre os cerca de 90 produtores que participaram na feira. Segundo a comerciante, em relação aos outros anos, as primeiras horas da abertura da feira foram ainda mais rentáveis.

Com o negócio mais dedicado à produção de batata e de centeio, Maria Rosa Moura explica que, fruto das dificuldades vividas no mundo rural nos últimos anos, tem optado por apostar mais na criação de porcos para a produção do fumeiro, um setor que tem dado mais rendimento.

“O meu fumeiro é caseiro, é o verdadeiro”, garantiu Maria Carmelina Gonçalves, produtora que já participa no certame há 17 anos, confirmou o sucesso nas vendas relatando que logo do primeiro dia da feira, aberta ao público apenas às 17h00, fez mais dinheiro que muita gente “em duas ou três de outras feiras”. “Vale a pena vir a Montalegre”, garante.

 

“A questão do matadouro

está em vias de ser solucionada”

 

À margem da inauguração da XXI Feira do Fumeiro, Fernando Rodrigues deixou garantia de que o problema do Matadouro Regional do Barroso e Alto Tâmega deverá ser em breve resolvido.

Segundo o autarca, o matadouro, recentemente encerrado, tanto quanto conseguimos apurar por questões se segurança alimentar, deverá ser solucionado e a infraestrutura reativada. “Trata-se de uma grande unidade industrial que, além de dar emprego a 25 pessoas, é necessária ao escoamento da nossa produção pecuária”, sublinhou o edil.

“Vamos pôr o matadouro a funcionar”, reforçou Fernando Rodrigues, mostrando-se satisfeito pela disponibilidade do secretário de Estado em resolver o problema e consciente de que “há algumas obrigações” que têm que ser cumpridas, que “são da responsabilidade do matadouro”.

 


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