Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021
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Festival das Aldeias Vinhateiras, para motivar as populações

“O princípio fundamental é o envolvimento das populações, de um modo interactivo. As aldeias não são muito longe, mas as pessoas não se conhecem umas às outras”, explicou Cristina Azevedo, Vice-Presidente da CCDRN, entidade responsável pelo festival que promete animar os fins-de-semana das seis aldeias vinhateiras e que, apadrinhado pelo comediante Pedro Tochas, vai decorrer, […]

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“O princípio fundamental é o envolvimento das populações, de um modo interactivo.

As aldeias não são muito longe, mas as pessoas não se conhecem umas às outras”, explicou Cristina Azevedo, Vice-Presidente da CCDRN, entidade responsável pelo festival que promete animar os fins-de-semana das seis aldeias vinhateiras e que, apadrinhado pelo comediante Pedro Tochas, vai decorrer, entre Setembro e Outubro.

No dia mais longo do ano, dia 21 de Junho, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento da Região Norte (CCDRN) apresentou “o maior festival do país”, uma iniciativa que integra “mais de 80 espectáculos, realizados em 13 dias de programação”, distribuídos pelas seis localidades do projecto “Aldeias Vinhateiras”.

A realização do festival representa o “segundo passo” de um projecto encetado em 2001, com o “objectivo principal de criar uma dinâmica de regeneração e valorização das aldeias do Douro Vinhateiro, através da revitalização socio-económica, da fixação da população e do reforço da promoção turística do Douro” e que já foi responsável por um investimento de cerca de 12 milhões de euros, na recuperação do espaço público.

“Durante seis fins-de-semana consecutivos, é possível conhecer as seis aldeias, através de pacotes turísticos que incluem alojamento, refeições, acesso a espectáculos, provas de vinho, entre outras actividades”, sublinhou Cristina Azevedo, Vice- -Presidente da CCDRN, salientando, no entanto, que “o festival tem como primeiro objectivo a interacção entre as populações das seis aldeias envolvidas no projecto (Barcos, Favaios, Provesende, Salzedas, Trevões e Ucanha)”.

Fazendo um primeiro balanço sobre o projecto “Aldeias Vinhateiras”, a mesma responsável lembrou que “ao longo destes quatro anos, tem se conseguido que, progressivamente, as populações interajam entre elas e ganhem consciência de que fazem parte de uma rede”. A realização do festival pretende incrementar ainda mais essa relação. Para tal, vão realizar-se, em seis fins-de-semana consecutivos, um por aldeia (e a partir do dia 15 de Setembro), iniciativas culturais, em áreas como “a Música, Teatro, Dança, Multimédia, Marionetas, Novo-Circo, Clown, Artesanato e Gastronomia”.

A primeira aldeia a receber o festival será Ucanha, nos dias 15 e 16 de Setembro. Nos fins-de-semana seguintes, a festa continuará, em Trevões (22 e 23 de Setembro), Provesende (29 e 30 de Setembro), Barcos (5, 6 e 7 de Outubro) e Favaios (13 e 14 de Outubro), ficando marcado, para Salzedas, nos dias 20 e 21 de Outubro, o encerramento das actividades.

A apresentação do festival decorreu em Favaios, ficando marcada pela boa disposição de Pedro Tochas, o “Embaixador do Festival”.

“Este é um festival único, no país”, sublinhou o comediante, pedindo, às populações das seis aldeias, “que o acarinhem”.

Companhia Panda-Pá, TruKiTreK, Teatro de Ferro, La Sonâmbula, Vienna Vegetable Ochestra, Anonima Nuvolari, Kumpania Algazarra, O’ques-tra da e Tucanas, para além de Pedro Tochas, são os grupos e artistas que animarão o festival que vai contar, ainda, com a realização de 25 “ateliers” para crianças, feiras para comercialização de produtos locais e jantares, animados com sessões de contos.

Nesta primeira edição, participarão artistas nacionais e internacionais. No entanto, “queremos contar com mais artistas da região”, explicou Cristina Azevedo, explicando que o festival marcará presença, durante todo o ano, nas escolas e nas associações durienses que serão incentivadas a promover acções de formação artísticas, para os mais jovens que serão o futuro do festival”.

Apesar de lembrar que este é “um investimento, a médio e longo prazo”, a Vice-Presidente da CCDRN adiantou que a iniciativa-piloto das Aldeias Vinhateiras (que, para já, engloba seis aldeias) poderá ser alargada a mais localidades do Douro “e, até, porventura, replicada noutros conjuntos da Região Norte. Mas é evidente que isso vai demorar, porque, primeiramente, teremos de consolidar, em absoluto, esta experiência e perceber como é que se constrói este produto turístico”, concluiu.

 

Maria Meireles

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