Domingo, 3 de Julho de 2022

Festival vai ser ouvido em mais Municípios

Quatro anos depois da sua primeira edição, o “Douro Jazz” continua a ganhar espaço, na região transmontana, com o alargamento da sua área de actuação a Bragança e São João da Pesqueira. Contando com cabeças de cartaz como Billy Cobham, Donald Harrison e Diego Figueiredo, o festival internacional vai receber mais de 80 músicos, de […]

Quatro anos depois da sua primeira edição, o “Douro Jazz” continua a ganhar espaço, na região transmontana, com o alargamento da sua área de actuação a Bragança e São João da Pesqueira. Contando com cabeças de cartaz como Billy Cobham, Donald Harrison e Diego Figueiredo, o festival internacional vai receber mais de 80 músicos, de oito países diferentes

Para além de Vila Real, Chaves e Peso da Régua, este ano também Bragança e São João da Pesqueira fazem parte da “rota” dos concertos do “Douro Jazz” que, na sua quarta edição, volta a animar a época das vindimas, com a programação que começa amanhã e se estende até ao dia 20 de Outubro.

“Há dois ou três Municípios que ficaram de fora, porque tivemos receio de alargar o Festival, sem o consolidar”, explicou Vítor Nogueira, Director do Teatro de Vila Real, avançado, desde já, que a tendência do “Douro Jazz” é continuar a ganhar espaço, a nível geográfico.

Com 37 concertos, agendados para os cinco Municípios, envolvendo mais de 80 músicos, de oitos países diferentes, Vítor Nogueira considera que “em termos artísticos, este será um festival comparável ao do ano passado. Estamos a contar com uma forte movimentação do público”, recordando que, na edição de 2006, o “Douro Jazz” contabilizou cerca de quatro mil espectadores.

Com um orçamento de 70 mil euros, o “Douro Jazz” tem, como cabeças de cartaz, os americanos Donald Harrison e Billy Cobham. Donald Harrison, saxofonista vencedor de dois “Grammies”, é tido como um dos maiores improvisadores do “jazz” actual. O lendário baterista Billy Cobham, cujo estilo já faz parte da história da música, encerrará o “Douro Jazz”, num concerto único, em Portugal, conforme adiantou o Director da casa de espectáculos vila-realense.

“Diego Figueiredo”, “Clear & Better Swingers”, “Desbundixie”, “Edu Miranda Trio”, “Bossa In Jazz” e “Gustavo Rivero y su Quinteto” são outros dos nomes agendados para o festival que conta com um bilhete geral de 25 euros, para os concertos realizados em Vila Real, e de 15 euros, para os espectáculos de Bragança, sendo que os bilhetes para cada concerto variam, entre os 2,5 e os 15 euros.

“Na Régua e em Chaves, os concertos são gratuitos”, explicou Vítor Nogueira, sublinhando, também, que, nos espectáculos pagos, o valor do bilhete “é acessível a todas as bolsas” e, por exemplo, no que diz respeito ao espectáculo de Billy Cobham, representa “um quinto ou um sexto dos preços que, habitualmente, são praticados noutros festivais”.

O mesmo responsável lembrou que a ideia do Festival passa, também, por “ajudar a desmistificar a ideia de que o “Jazz” é só para alguns. Queremos mostrar que há franjas do “Jazz” que comunicam com outros estilos musicais, como a Salsa e a Bossa Nova”.

Este ano, o Festival Internacional volta a apostar numa programação paralela, com a realização de várias iniciativas complementares, com o lançamento de um livro de poemas, um “workshop” de “guitarra-jazz” (que marcará o Dia Mundial da Música), a apresentação, no dia 22, do vinho “Douro Jazz” de 2006 e, finalmente, a acção promocional “Portonic”, organizada, no Teatro de Vila Real, pelo Instituto dos Vinhos do Douro e do Porto.

Os “Desbundixie” abrem o Festival, apresentando-se, amanhã, no Solar do Vinho do Porto, na Régua. No Sábado, será a vez do espanhol “Javier Arroyo y el Lusitânia Jazz Machine” subir ao palco do Teatro de Vila Real.

 

Maria Meireles

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