À margem de mais uma edição da Feira da Alheira de Mirandela, Filipe Carvalho, presidente da ACIM, deu conta que a fileira gera cerca de 45 milhões de euros, “o que engloba não só a alheira, mas todos os produtos envolventes à produção e comercialização deste produto, como carne, pão e comércio local”, acrescentando que a mesma é responsável por cerca de 800 postos de trabalho.
Este enchido é produzido em 12 cozinhas regionais e sete fábricas, mas apenas em cinco indústrias a alheira com denominação IGP.
De acordo com Filipe Carvalho, o objetivo é que mais empresas preencham os requisitos exigidos para obter esta denominação, algo que “tem alguns custos associados, mas também tem regalias”, confessando que alguns dos critérios são “difíceis de cumprir”.
Em 2025, segundo o responsável, foi produzida uma tonelada e meia de alheiras IGP em Mirandela, números que têm vindo a aumentar.
“A produção tem vindo a crescer. Neste momento, apontamos para um aumento de 8%, o que é consideravelmente bom em relação ao ano passado”, afirmou.
Entretanto, à margem da inauguração da Feira da Alheira, o presidente da Câmara de Mirandela, Vítor Correia, admitiu a intenção de candidatar este enchido a Património Cultural Imaterial da Humanidade da Unesco.




