“Foi com muita tristeza que tomei conhecimento da decisão da CP em terminar uma ligação centenária desta região, com o fim da linha do Corgo, assumida com o fim da concessão rodoviária”, contou, ao Nosso Jornal, o presidente da Junta de Freguesia de Ermida, António Bento. O autarca lamentou que todos os pedidos para a manutenção da linha não tivessem sido correspondidos.
Quanto ao operador privado (Empresa Tâmega), que vai garantir o transporte rodoviário nas localidades servidas pela linha do Corgo, depois de saber que a CP vai suprimir em Janeiro esse serviço, António Bento adiantou que, numa primeira abordagem, os horários são semelhantes aos que existiam anteriormente entre Régua e Vila Real, salvo um horário que será extinto. Aliás, nota-se que o serviço de autocarros também pretenderá servir como acesso aos comboios da linha do Douro e responder à comunidade escolar da freguesia de Ermida, situação já contratualizada entre o operador privado e com a própria Câmara Municipal de Vila Real.
Há algum tempo, a operadora Tâmega era a empresa concessionada para este trajecto mas não era efectuada por não ser rentável, tendo em conta a concorrência do serviço rodoviário da CP.
O presidente da Câmara de Santa Marta de Penaguião não gostou do fim definitivo da linha do Corgo, porém Francisco Ribeiro considerou um mal menor atendendo ao serviço que a empresa Tâmega irá efectuar na freguesia de Alvações do Corgo.
Com o fecho da linha do Sabor, Tua, Corgo e Tâmega, a via estreita “morreu” em Trás-os-Montes, encerrando-se assim um dos capítulos mais importantes da história do transporte ferroviário em Portugal.






