Alto TâmegaForça preparada em Chaves vai ser reforçada em Abril

Força preparada em Chaves vai ser reforçada em Abril

Na próxima semana deverá partir para o Afeganistão o grupo de 30 militares que constituirão a Força Nacional Destacada de apoio ao exército nacional afegão e que, segundo o Comandante da Brigada de Intervenção, Major General Martins Ferreira, será reforçado com mais 20 elementos já no mês de Abril.

Segundo o mesmo responsável, que presidiu, no dia 12, à cerimónia de entrega do Estandarte Nacional à força preparada no Regimento de Infantaria número (RI) 19, em Chaves, no total a força destacada no Afeganistão será reforçada, somando um total de uma centena de homens, dos quais a maior parte se constituirá como equipa de apoio.

A comunicação social e outros convidados assistiram a uma demonstração de capacidades, inserida no exercício final ‘Kabul 091’, da força que, constituída por militares do Exército, da Força Área e da Marinha, representa a ‘3.ª Operational Mentor Liaision Team’ (OMTL) cuja missão será “apoiar as tropas do exército afegão nos seus aquartelamentos ou em operações que eles desenvolvam”.

Considerados “mentores” nas suas áreas de especialização, o grupo de 30 militares vai “aconselhar” e apoiar o treino dos militares afegãos, regressando a Portugal dentro de seis meses. “A 3.ª OMLT vai estar junto do comandante de uma guarnição militar do exército do Afeganistão e os elementos que levo sob o meu comando vão assessorar os elementos do Estado-Maior dessa guarnição. Eu vou trabalhar directamente com o comandante e cada um dos elementos que levo vai mentorar a sua contraparte no exército afegão”, explicou Tenente-coronel Costa Santos, comandante da Brigada.

“O objectivo é facilitar o desenvolvimento de um Exército Nacional Afegão competente, profissional e auto-suficiente”, referiu ainda o mesmo responsável.

Apesar de sublinhar que, “actualmente”, o Afeganistão não vive uma situação muito preocupante, o Tenente-coronel lembrou que se “trata de um teatro de operações delicado”, onde o “perigo é sempre relativo”, e sublinhou que, tendo em conta a sua vertente de formação dos afegãos, uma das limitações do grupo de militares portugueses é o facto destes não estarem preparados para executarem operações de combate ofensivo, tendo mesmo um reduzido potencial de fogo.

Para além de encontrarem um ambiente completamente diferente do de Portugal, com um território sete vezes maior que o do nosso país, onde 30 por cento do solo é desértico e as temperaturas podem atingir os 50 graus celsius no Verão e menos 20 no Inverno, o comandante da brigada lembrou que uma das principais dificuldades é a língua. “Necessitamos de alguém que traduza a partir do inglês”, referiu Costa Santos sublinhando que, por isso, os militares que receberam formação do RI19 tiveram mesmo aulas de inglês, entre um conjunto variado e outras formações, como por exemplo, cursos de emergência e trauma e de tiro a curta distância.

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