Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Frutas, legumes e flores valem mil milhões de euros em exportações

Ministra espera que a “joalharia da agricultura” atinja o dobro do valor em 2020

-PUB-

A ministra da Agricultura, Assunção Cristas, esteve no 3.º Simpósio Nacional de Fruticultura, que decorreu na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (UTAD), onde referiu que as frutas, legumes e flores representam atualmente mil milhões de euros em exportações, um número significativo, mas ambiciona que o setor duplique esse número até 2020. “Queremos chegar aos dois mil milhões de euros em 2020, o que é uma meta  muito interessante e bastante ambiciosa. É possível chegar a essa meta através de investimento, industrialização e internacionalização”.

A governante destacou ainda o “bom trabalho que tem sido feito no setor”, onde se tem destacado os jovens do norte do país. “Há muitos jovens a apostar na agricultura e os números no norte mostram isso mesmo. Apostam na inovação, na capacidade de atacar os mercados, tanto nacionais como internacionais, com instrumentos de apoio para uma maior organização do setor”.

Assunção Cristas referiu com orgulho a redução do défice agroalimentar nos últimos anos. “O défice tem diminuído a olhos vistos”. “Ainda somos deficitários, mas temos vindo a crescer em 12 por cento ao ano desde 2009. As importações também cresceram mas a um ritmo de apenas 3,8 por cento”. No caso da fruta, na última década a cobertura das exportações sobre as importações passou de 30 para 60 por cento, “o que significa que estamos no bom caminho”.

Assunção Cristas quer colar a Portugal o rótulo de país da “joalharia da agricultura”, porque os produtos portugueses são de grande qualidade e “há que mostrar isso ao mundo”. Aquilo que produzimos “é muito bom e é aí que teremos de nos posicionar”. “Se conseguirmos colar esta marca, este rótulo a Portugal e aos produtos portugueses, se as pessoas perceberem que se é português é que é bom, então seguramente nós teremos muito a ganhar e mais valor para os nossos produtores”, sublinhou.

A Associação Portugal Fresh está a preparar um grande momento para a fruticultura nacional, que é a Feira da Fruta em Berlim, que decorre a 4 de fevereiro de 2015, e em que Portugal é o país convidado.

A ministra disse ainda que o Proder já ultrapassou a execução prevista para este ano, que era de 92 por cento, mas está perto dos 93.

Por sua vez, Ana Paula Silva, organizadora do encontro, referiu que a fruticultura tem perspetivas de “grande crescimento e há que potenciar ainda mais esse crescimento”. A nossa região já tem dado passos significativos em diversos produtos mas “é preciso trabalhar em conjunto, para facilitar a distribuição”.

Os produtores enfrentam vários problemas e a universidade sabe quais são e por isso está a trabalhar nas soluções, que passam por estruturar a produção, que tem uma dimensão muito reduzida, fazer produtos diferenciados e inovadores, privilegiando a qualidade e não a quantidade. “A UTAD tem um papel muito importante na identificação dos produtos e assim pode dar garantias que esses são diferentes daqueles que existem em mercados longínquos”.

A investigadora defendeu ainda que “a fruticultura portuguesa precisa de mais investigação, mais investimento em novas tecnologias para poder assumir-se como um setor impulsionador da economia nacional”.

“Necessitamos de uma estrutura produtiva mais eficiente, apoiada em novas tecnologias que garantam uma produção sustentável e rentável. O equilíbrio dos ecossistemas e a produção segura de alimentos, são também condições fundamentais para criar uma nova dinâmica em toda fileira”, acrescentou a responsável. Desta forma, podem ultrapassar-se uma série de condicionalismos do setor como “as baixas produtividades registadas, os estudos incipientes sobre o comportamento de variedades nacionais, a falta de organização da fileira e as dificuldades de venda e escoamento”.

O evento, que se prolongou por dois dias, juntou cerca de 150 produtores, técnicos e investigadores que apresentaram à volta de 100 estudos científicos.

O simpósio foi organizado pela UTAD, CITAB, Associação Portuguesa de Horticultura e Centro Operativo e Tecnológico Hortofrutícola Nacional.

 

-PUB-

APOIE O NOSSO TRABALHO. APOIE O JORNALISMO DE PROXIMIDADE.

No momento em que a informação é mais importante do que nunca, apoie o jornalismo regional e de proximidade. O acesso à maioria das notícias da VTM (ainda) é livre, mas não é gratuito, o jornalismo custa dinheiro e exige investimento. Esta contribuição é uma forma de apoiar de forma direta A Voz de Trás-os-Montes e os seus jornalistas. A nossa contrapartida é o jornalismo independente e de proximidade, mas não só. É continuar a informar apesar de todas as contingências do confinamento, sem termos parado um único dia.

Contribua com um donativo!

COMENTAR FACEBOOK

Mais lidas

A Imprensa livre é um dos pilares da democracia

Nota da Administração do Jornal A Voz de Trás-os-Montes

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

Subscreva a newsletter

Para estar atualizado(a) com as notícias mais relevantes da região.