Num documento enviado ao secretário de Estado Francisco José Viegas, os colaboradores deixaram bem claro a sua indignação com a saída de Agostinho Ribeiro da direção da unidade museológica. “As suas qualidades de chefia, o seu espírito inovador, a persistência e competência com que tem dirigido as atividades do museu em todas as frentes tornavam óbvio o prolongamento das suas funções”, escreveram na carta enviada.
Os subscritores elogiaram ainda “o seu empenho na elaboração de um novo programa museológico como suporte às muito urgentes obras de requalificação do edifício”, considerando mesmo que, “para a boa execução dos projetos já aprovados, torna-se indispensável a experiência e conhecimento do imóvel e das suas coleções que só o visado possui”.
“Quando a água penetra nos telhados, quando a variação térmica dentro das salas passa, anualmente, mais de 30ºC, quando faltam quase todos os meios para servir as iniciativas, é tempo em que a experiência e a maturidade da chefia mais necessárias se tornam. Falar de novos objetivos museológicos nestas condições parece- -nos muito preocupante”, sublinham ainda no documento.
Já na parte final da missiva, voltam a manifestar a sua inteira solidariedade e desejam a sua continuidade para um novo mandato. O Museu de Lamego não precisa de um novo diretor, precisa de obras”, concluem.
Recorde-se que, Agostinho Ribeiro, depois de passar pelo CDS, foi candidato do PS à Câmara de Lamego. A decisão da não continuidade de Agostinho Ribeiro saiu de um despacho de João Brigola, diretor do Instituto dos Museus e da Conservação (IMC). O diretor, não reconduzido, prepara um recurso a apresentar à Secretaria de Estado da Cultura para contestar a decisão, garantindo que se trata de perseguição pessoal e das posições públicas que tem vindo a tomar em relação à desorçamentação do setor, à progressiva perda de autonomia dos 28 museus do IMC.





