A Avidouro reclama um fundo de emergência para “acudir a situações críticas como aquela que os vitivinicultores estão a viver, sobretudo os que entregaram as suas uvas à empresa Fernando e Bior e à Adega Cooperativa de Santa Marta de Penaguião”.
Na terça-feira, em Peso da Régua, a Avidouro defendeu um conjunto de medidas excecionais para fazer face ao “momento crítico por que passam centenas de viticultores”. A mesma tónica também foi deixada pelo deputado do PCP, Agostinho Lopes, numa reunião que teve com a direção desta associação e onde foi debatido o atual momento do setor vitivinícola do Douro.
Segundo Berta Santos, presidente da Avidouro, “centenas de viticultores foram, este ano, surpreendidos pela falência da empresa de comércio de vinhos, Fernando Mendes e Bior, bem como os associados das Caves de Santa Marta, que também já não recebem há duas colheitas”.
A dirigente considerou mesmo que existe na região uma “verdadeira calamidade social”. Das propostas reivindicativas, esta associação defendeu que na próxima colheita “haja um grande aumento do “Benefício”, condição base para o aumento dos rendimentos dos lavradores durienses e para a revitalização económica de toda a região”, sustentou. Ao mesmo tempo, reclama ao IVDP a fiscalização eficaz do comércio das aguardentes e do cumprimento da “Lei do Terço”, ou seja, por cada litro vendido de vinho do porto devem ficar pelo menos outros dois em “stock”.
Reclama ainda ao Governo a apresentação urgente de uma proposta séria e exequível para o saneamento financeiro da Casa do Douro e refere também que está contra a privatização do IVDP.
A Avidouro está muito preocupada com a seca e alertou para as graves consequências ao nível de doenças e pragas, já frequentes na Região Demarcada do Douro, e para o grande perigo das “geadas negras”.




