Quarta-feira, 20 de Outubro de 2021

Governador Civil defende a criação de uma rede de jovens empresários

No âmbito da sua “Missão de Proximidade”, Alexandre Chaves retomou a ‘revista’ ao distrito, focando desta feita a sua atenção no empreendorismo jovem. Além de incentivar os actuais empresários e desafiar os jovens em geral, o responsável político lançou a ideia de criar uma rede onde seria possível a entre-ajuda entre as novas empresas.

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A “troca de experiências” e a criação de “sinergias que permitam fortalecer o tecido empresarial” da região, são as mais valias adjacentes ao estabelecimento de uma rede de jovens empresários, uma ideia defendida pelo Governador Civil de Vila Real, Alexandre Chaves que, no dia 16, visitou cinco jovens empresas do distrito.

Segundo o mesmo responsável político, a visita aos empresários pretendeu, antes de mais, “dar visibilidade aos seus empreendimentos, conhecer as suas ambições e alguns dos seus constrangimentos, estimulá-los a prosseguir com as boas práticas empresárias e desafiar outros jovens” a optarem pela criação do seu próprio negócio, do seu posto de trabalho.

Apesar de satisfeito por ter encontrado “jovens com robustez de conhecimentos do sector, capacidade técnica muito apurada, sentido de visão comercial para os mercados interno e externo, espírito aberto ao risco, iniciativa, capacidade de inovação, ambição de fazer crescer os seus projectos e abertura a parcerias com outros empresários do mesmo sector”, Alexandre Chaves sublinhou a necessidade de criar “uma cultura empresarial jovem e dinâmica no distrito, que vença barreiras”. A rede virá assim promover a “inter-ajuda entre empresários” e permitirá que “aprendam uns com os outros a aproveitar as oportunidades e criar melhores oportunidades para os seus negócios”.

O Governador Civil sublinhou que, apesar da crise vivida a nível nacional, hoje os jovens têm todas as ferramentas para se aventurar no seu próprio negócio, referindo-se não só aos inúmeros gabinetes de apoio ao empreendorismo, públicos ou privados, mas também às ajudas financeiras canalizadas pelo Governo, através do Instituto de Emprego e dos fundos comunitários.

Só as cinco empresas visitadas, no âmbito da “Missão de proximidade” de Alexandre Chaves, que têm em comum o facto de terem sido lançadas por jovens, totalizaram um financiamento de cerca de 2 milhões e 300 mil euros.

O périplo começou em Chaves, com a visita à empresa “Prazeres da Terra”, um negócio que nasceu a partir da “paixão pelos Pastéis de Chaves”, e que hoje, depois de um apoio do Instituto de Emprego na ordem dos 132 mil euros, emprega 12 pessoas e está em “pleno processo de desenvolvimento”.

No concelho seguinte, Valpaços, o Governador Civil encontrou a ‘Granitender’, uma unidade de transformação de granito que mereceu do QREN um financiamento na ordem dos dois milhões de euros e que hoje tem no mercado internacional a maior parte dos seus clientes, tendo criado um total de 30 postos de trabalho.

Em Murça, foi a vez da Quinta de São Sebastião receber a visita do representante do Governo no distrito. “Gostei da herança histórica e cultural. A passagem do avô para o filho e agora para o neto”, explicou Alexandre Chaves, referindo que a empresa, que se divide entre a produção de vinho e o Turismo Rural e emprega seis trabalhadores, foi apoiada em 10 mil euros.

A Enoteca Douro, “um museu interactivo e também uma unidade de turismo rural”, localizado em Alijó, também mereceu os elogios do Governador Civil que contabilizou a criação de cinco postos de trabalho e um financiamento de 200 mil euros através do programa Leader.

Finalmente, a visita culminou na Casinha de Chocolate, em Vila Real, um negócio “de sucesso” desenvolvido por duas jovens que estavam desempregadas e que mereceu um subsídio de 85 mil euros.

“A maior parte dos jovens está hoje numa situação de futuro incerta. O mercado de emprego está em recessão, por isso o jovem, que tem uma formação superior, que tem conhecimento do mercado e conhece alguns sectores do mercado”, deve ponderar a possibilidade de “apostar na sua ideia”, aconselhou Alexandre Chaves, advertindo, no entanto, que os empreendedores devem ter a “humildade” de começar com “pequenos passos”, assumindo sempre um risco devidamente calculado.

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