“As empresas exportadoras de Vinho do Porto têm de abrir mais as portas aos trabalhadores da região do Douro”. Este foi o apelo, deixado, recentemente, pelo Governador Civil de Vila Real, António Martinho, ao sector vinícola empresarial que opera no Douro. Estas palavras enquadram-se num cenário em que se nota algum défice de empregabilidade “autóctone”, na região duriense. Ou seja, há muita mão-de-obra “externa”, a laborar nas várias empresas exportadoras, superior aos efectivos da região. Concelhos como os de Peso da Régua, Sabrosa e Alijó sentem, ainda, esta realidade. Há pouco tempo, este desejo foi deixado, no Pinhão, à família Symington, um grupo empresarial que possui cerca de quatrocentos trabalhadores, sendo vinte por cento destes naturais e residentes no Douro. “Devia haver uma outra elevação de índices de colaboradores, já é bom ter vinte por cento de pessoas da região, a trabalhar na vossa empresa, mas queremos que esse número de pessoas seja maior, embora tenhamos de ter consciência de que tem de haver pessoas especializadas”.
Combater a desertificação e arranjar condições de fixação das pessoas são, porventura, as intenções de António Martinho. O representante do Governo no Distrito de Vila Real, sabendo que poderá haver uma deslocalização dos armazéns que a empresa Symington possui em Gaia, fez um outro apelo: “Se a empresa tiver de fazer qualquer transferência de serviços de armazéns da zona central de Gaia, tragam-nos para o Douro, para aqui, para as nossas gentes”.
De referir que o Grupo Symington que agrupa as marcas Graham’s, Dow’s, Quarle Harris, Gould Campbell, Smith Woodhouse, Quinta do Vesúvio e Madeira Wine Company conta, actualmente, com mais de 950 hectares de vinha, divididos por 23 quintas.
Jmcardoso



