“A Casa do Douro é assunto muito melindroso que tem preocupado o Governo e que me tem ocupado grande parte do tempo”. Esta foi a reação de Daniel Campelo quando confrontado pela Voz de Trás- -os-Montes sobre a situação da instituição duriense.
O atual secretário de Estado das Florestas e Desenvolvimento Rural adiantou que “neste momento se está a procurar soluções num processo de avaliação conjunta com a própria Casa do Douro, CD, em que entram os Ministérios da Agricultura e das Finanças. “Uma parte da resolução do problema da CD tem a ver com a sua atual dívida, daí o Ministério das Finanças estar envolvido”.
Este membro do Governo revelou que o executivo de Pedro Passos Coelho “quer encontrar uma solução a favor do Douro, do país e da instituição”, para que esta continue a desempenhar o seu papel aglutinador a favor da produção. Acredito na sua viabilidade”, acrescentou Daniel Campelo, numa visão muito pessoal sobre o futuro do organismo.
A Casa do Douro foi fundada em 1932 e chegou a representar cerca de 40 mil viticultores, gradualmente foram-lhe retiradas competências pelo Estado, no entanto, sempre se assumiu como uma importante instituição de apoio à lavoura duriense e muitas vezes foi a tábua de salvação de milhares de viticultores.





