Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2025
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Grijó 1| 0 Vila Real

O Vila Real deslocou-se a Grijó e averbou nova derrota, somando a quarta consecutiva, numa fase final dececionante da turma comandada por Abel Ferreira. Depois de ter iniciado muito bem esta fase de subida, os transmontanos têm vindo a perder fulgor de jogo para jogo, denotando bastante desgaste físico e emocional. Apesar da equipa já não ter objetivos a atingir, esperava--se um pouco mais dos vila-realenses, que mostraram outra capacidade e outros argumentos na fase regular do campeonato.

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Num jogo sem história, o Grijó conseguiu a sua primeira vitória nesta fase e aproximou-se do Vila Real na tabela classificativa. O técnico vila-realense optou por fazer algumas alterações no onze para dar oportunidade a jogadores menos utilizados. Durante a primeira parte, Raphael e Azevedo estiveram em evidência, colocando velocidade no jogo ofensivo dos forasteiros. Logo aos 5’, Raphael aparece solto na área, mas não consegue acertar bem na bola e o lance perdeu-se. O jogo estava equilibrado, com os locais a terem mais posse de bola e os visitantes a responder em lances rápidos de contra-ataque. Aos 12’, Dani fez tudo bem, colocou na área, mas Napoleão rematou ao lado. Poucos minutos volvidos, novamente o perigo na área dos transmontanos, com Dani e desviar de cabeça, no entanto, a bola saiu a rasar o poste, depois de um livre na meia direita. Aos 20’, Napoleão vai à linha de fundo, cruza para a área, onde aparece Artur a rematar para defesa de Ousmane. Na resposta, lance muito rápido conduzido por Azevedo e Dani, a bola é colocada ao segundo poste, toque subtil de Schuster para o remate de Peixoto contra um defesa local. Em cima da meia hora de jogo, Azevedo e Meira lançam novo ataque, a bola é colocada na área, com o remate de Dani a ser travado por Artur. Aos 36’, Meira enche o pé e remata de fora da área, mas a bola sai por cima do travessão. Em cima do minuto 45, Dani leva a melhor sobre o seu adversário, coloca a bola na área, com Artur a rematar para nova defesa de Ousmane, desta vez com tranquilidade. O nulo ao intervalo espelhava a inoperância ofensiva das duas equipas.

Na segunda parte, o técnico vila-realense deixa Raphael nos balneários e coloca um jogador mais rotinado em campo, Ivo, que não veio acrescentar nada de novo ao jogo. Mesmo assim, aos 47’, o Vila Real teve uma grande oportunidade para se adiantar no marcador. Schuster, de livre, coloca na área e Dani remata de forma defeituosa, quando estava isolado na cara de Isac. Esta foi a melhor ocasião dos visitantes em toda a partida. A partir deste lance, o Grijó “acordou” e começou a dominar as operações no centro nevrálgico do terreno, mas sem criar muito perigo para a baliza à guarda de Ousmane. No entanto, na sequência de um pontapé de canto, Vando salta mais alto que toda a defensiva e faz o único golo da partida, decorria o minuto 70. A perder, o Vila Real reagiu tarde e apenas teve uma situação para marcar, mas Isac saiu da baliza e tirou a bola da cabeça de Rudi, depois de um bom trabalho de Bessa na esquerda. No período de compensação, os forasteiros ainda tentaram o “chuveirinho” para a área, mas sem qualquer resultado prático. O Grijó acabou por ser mais acutilante nesta segunda parte e acabou por justificar a vitória.

Foi um jogo típico de final de época, disputado em ritmo moderado, entre duas equipas que já nada têm para vencer esta época.

No próximo domingo, o Vila Real recebe o Sousense, às 17h00, no Monte da Forca.

 

As reações dos treinadores

 

Abel Ferreira, treinador do Vila Real

“Fiquei satisfeito com a entrega e empenho da equipa”

O técnico vila-realense não gostou do resultado e frisou que o empate seria o mais justo.

“Foi um jogo típico de fim de época. O Vila Real nem foi melhor nem pior que o Grijó, apenas não se adaptou tão bem ao sintético. Sentimos algumas dificuldades ao nível da posse de bola, mas tudo fizemos para sair daqui com um resultado positivo. Na primeira parte, jogamos de igual para igual, tivemos duas ou três situações para marcar, inclusive há uma grande penalidade, com um jogador do Grijó a jogar a mão com a mão, que o árbitro não sancionou. Na segunda metade, o Grijó optou por fazer um jogo mais direto, teve mais posse de bola, com o Vila Real a baixar um pouco as suas linhas, tentando arranjar espaços nas costas do adversário, mas não conseguiu. O Grijó chegou ao golo, ainda tentamos reagir, ao colocar mais pessoas na área, mas não fomos objetivos. Penso que por tudo aquilo que se passou, o empate seria o resultado mais justo, mas tenho que aceitar o vitória do Grijó e dar-lhe os parabéns”.

“Tentamos colocar jogadores novos, dar oportunidade aos menos utilizados e vamos continuar a fazer isto nos dois jogos que faltam para o fim do campeonato. Espero que nos mostrem as suas qualidades a nível competitivo. Fiquei satisfeito com a entrega e empenho da equipa, que pecou apenas no último terço do terreno, como tem acontecido em outros jogos”.

 

Óscar Nogueira, treinador do Grijó

“O resultado acaba por espalhar o que se passou em campo”

O técnico local sublinhou que a vitória da sua equipa foi justa, num jogo bastante disputado, mas nem sempre bem jogado.

“Foi um jogo mais disputado do que bem jogado. As equipas também ainda não estão adaptadas a esta temperatura e isso notou-se nos jogadores. O campeonato já vai longo e começa a pesar na mente dos jogadores. No jogo da primeira fase, tive o cuidado de frisar que o empate seria mais justo, mas hoje a vitória não sofre qualquer tipo de contestação. O Grijó foi a equipa que mais procurou a vitória, teve mais oportunidades e mais lucidez na procura da baliza contrária. O resultado acaba por espalhar o que se passou em campo”.

Quanto ao novo figurino que terá a 3ª divisão, Óscar Nogueira sublinha que será o princípio do fim. “Teremos apenas o futebol profissional e o distrital. Será muito mau porque vai haver uma discrepância tremenda entre as equipas e o futebolista português ainda vai sentir maiores dificuldades para se afirmar. Se hoje os jogadores de segunda linha ainda poderiam aparecer em campeonatos profissionais, a partir do momento em que seja implementada a nova fórmula, o jogador português vai ter ainda mais dificuldades para chegar à 1ª Liga”.

 

Ficha Técnica

 

Jogo disputado no Estádio Municipal de Grijó.

Árbitro: Luís Miguel Dionísio (AF Leiria).

Auxiliares: Romão Santos e André Mendes.

GRIJÓ – Isac. Miguel, Volta, Ricardo Viana, João, Bruno Carvalho, Artur (Maté, 79’), Dani, Marco, Vando (Vitinha, 91’) e Napoleão (Loureiro, 85’)

Suplentes não utilizados: Hélder, Vítor Hugo, Cristiano e Couto.

Treinador: Óscar Nogueira.

VILA REAL – Ousmane, Filipe, Abreu, Nuno Fredy, Peixoto, Diogo, Meira, Schuster, André Azevedo (Bessa, 71’), Dani (Rudi, 66’) e Raphael (Ivo, 45’).

Suplentes não utilizados: Cabreca, Fred, e Pires.

Treinador: Abel Ferreira.

Ao intervalo: 0 – 0

Cartões amarelos: Abreu (33’), Bruno Carvalho (51’), Cabreca (58’) Meira (77’), Peixoto (91’)

Marcador: Vando (70’).

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