Apesar de ser segunda-feira, foram muitas as pessoas que subiram ao recinto da capela de Santa Luzia, em Vila Nova, no concelho de Vila Real, onde há várias barraquinhas de venda deste doce.
Susana Teixeira é uma das mulheres que continua a dar vida a esta tradição. À VTM confessou que começou nestas andanças porque “quis replicar a massa do pito que comia quando era menina”.
“A senhora que fazia os pitos que eu comia morreu e nunca mais encontrei pitos de que gostasse. Decidi começar a fazer, inventei e cheguei à massa que gostava”, contou, acrescentando que “os mais velhos compram para manter a tradição e os mais novos pela brincadeira de oferecer o pito”.
Esta é uma tradição que começou por ser religiosa e com o passar do tempo acabou por ter também um cariz popular. Hoje em dia, são várias as pessoas que, a 13 de dezembro, dia em se celebra Santa Luzia, rumam a Vila Nova para fazer cumprir a tradição de dar o pito e este ano não foi exceção.
De recordar que o pito é um doce típico de Vila Real, recheado com doce de abóbora. Em dezembro as mulheres oferecem o pito aos homens e estes, em fevereiro, têm de oferecer a gancha às mulheres.



