Tudo aconteceu na segunda-feira, pelas 9h30, quando a vítima, Amadeu Abel Guerra Gouveia, na companhia de um amigo, António Gouveia, decidiram ir até à margem do rio Douro, depois de terem estado num bar no Largo da Ponte. Os dois entraram numa viatura e dirigiram-se para a foz do rio Corgo. Foi então que Amadeu Gouveia disse que ia “tomar banho”. O rio Douro estava com a corrente bastante forte e Amadeu foi surpreendido, acabando por ser arrastado para o canal de navegação, um local mais profundo e ainda com mais força de caudal. E esta poderá ter sido a causa para a tragédia.
Ao que apuramos, o homem ainda nadou cerca de 200 metros pelo rio abaixo e ao sabor da corrente, mas, segundo uma testemunha que estava na estrada que dá acesso ao Pinhão, a vítima ainda esbracejou junto à ponte da A24, onde acabaria por desfalecer e desaparecer.
Francisco Gouveia, tio da vítima, referiu que o amigo não avisou os bombeiros na altura e preferiu dirigir-se a casa de Amadeu para contar à sua mãe o sucedido. “O Amadeu sabia nadar”, mas poderá “ter acontecido alguma coisa ou então o cansaço”. “Não entendo o motivo que o terá levado a tomar banho no rio àquela hora”.
Desde as 10h00 de segunda-feira que os bombeiros da Régua começaram as buscas no rio, batendo a pente fino as zonas de remanso junto às margens, com o auxílio de vários mergulhadores. As buscas foram suspensas ao final do dia de segunda-feira, mas voltaram a ser retomadas na terça-feira, a partir das 8h00. A equipa de mergulhadores dos bombeiros da Régua foi reforçada logo na tarde de segunda-feira com mais cinco mergulhadores dos bombeiros de Lamego.
Para facilitar a busca, o caudal do Douro foi reduzido. A Polícia Marítima também mobilizou meios de busca.
A vítima era uma pessoa muito conhecida na Régua, era funcionário do Departamento de Águas da autarquia e filho do antigo comandante dos bombeiros da Régua, António Gouveia.




