Além da dor pela morte do seu ente querido, a família de António Carlos Vasques Moreira, de 43 anos, está “revoltada” pela demora, de cerca de “duas horas”, da VMER. O trágico acontecimento ocorreu em Castedo, deste concelho e aconteceu por volta das 3.30 horas de Terça-feira. Quando ia para a casa de banho, amparado à sua mãe, a vitima escorregou e caiu, dando com a cabeça na escada de acesso às instalações sanitárias. Esteve a esvair-se em sangue, cerca de duas horas. Só ao fim deste tempo é que apareceu a viatura da VMER de Vila Real, mas em vão. Quando chegou a equipa médica, já o António Carlos estava cadáver.
“Ele disse que se sentia mal e que queria ir à casa de banho. Depois, perdeu o equilíbrio e bateu com a cabeça na escada, ficando a derramar muito sangue” – contou a mãe da vítima, Olívia José Vasques, de 74 anos, que ainda pediu socorro aos vizinhos, na altura em que os filhos ligaram para o 112. Após a ligação, tiveram de responder a um inquérito, pelo telefone, relativo ao estado do António Carlos.
Os Bombeiros de Alijó, com a sua viatura do INEM, apareceram, no local,”após meia hora” do sucedido, mas tiveram de aguardar pela chegada da VMER que apenas surgiu por volta das 5.30 horas.
À baila vieram os queixumes da família, pelo encerramento da Urgência do Hospital de Alijó.
“Se ela estivesse aberta e a VMER viesse mais cedo, quem sabe se o meu irmão não estaria vivo?” – disse Luís Moreira.
Ao que apurámos, o denso nevoeiro registado, na altura, complicou a localização do doente, por parte da equipa da VMER, tendo esta tido dificuldades em encontrar a localidade de Castedo.
Jmcardoso



