Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Hortas Urbanas serão atribuídas em junho

26 espaços, com cerca de 50 metros quadrados cada, localizados na margem direita do Corgo, vão ser atribuídos para que famílias carenciadas possam tirar proveito do que a terra dá

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Está já a ser preparado o regulamento que vai ditar quem vai poder usufruir das Hortas Urbanas de Vila Real, um projeto da Câmara Municipal que exigiu um investimento na ordem dos 90 mil euros e vai estar concluído no final desta semana, estando prevista a atribuição dos talhões de terreno durante o mês de junho.

Cofinanciado a 80 por cento por fundos europeus, ainda no âmbito do anterior quadro comunitário de apoio, o projeto de criação das hortas urbanas insere-se na ampliação do Parque Corgo, ficando agora disponíveis mais 200 metros de percurso pedestre na margem direita do rio.

Lembrando que a disponibilização de terrenos no meio urbano para o usufruto dos cidadãos já é uma medida “muito habitual” em várias cidades, Adriano Sousa, vereador da Câmara Municipal, responsável pelo pelouro do ambiente, explicou que no caso de Vila Real trata-se de um espaço com 26 talhões, cada um com cerca de 50 metros quadrados.

“O regulamento está a ser ultimado e o objetivo é que sejam entregues a cidadãos com menos recursos, podendo servir de complemento” à economia familiar através da produção de alguns dos seus próprios alimentos, referiu o mesmo responsável.

No entanto, a autarquia sublinha ainda que se trata também de mais uma forma de divulgar as “boas práticas” ambientais ao nível da agricultura. “Toda esta exploração das hortas será feita sem pesticidas. Daqui vão sair produtos biológicos, o que é fundamental na preservação do ambiente”, explicou Adriano Sousa.

Aos contemplados com as parcelas de terreno será entregue um kit de ferramentas apropriadas para o trabalho nas hortas e estão já a ser estudadas “as melhores soluções para apoiar as pessoas no desenvolvimento da agricultura”.

Além de dois tanques de água para servir as hortas, os ‘novos’ agricultores vão ainda poder contar com um edifício de apoio, um antigo moinho que foi recuperado e onde serão instalados cacifos para guardar as ferramentas, botas ou roupas de trabalho.

“Esperamos que seja um espaço a ser preservado e que seja respeitado por todos”, apelou o vereador, lamentando que, “infelizmente, todos os dias ainda se veem no parque Corgo atos que denotam falta de civismo por parte de algumas pessoas, por exemplo ao nível da limpeza”.

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