A intervenção no Hotel Avelames, unidade hoteleira centenária existente no Parque Termal de Pedras Salgadas, está a levantar protestos por parte de algumas pessoas residentes naquela localidade, que defendem que a sua destruição é uma “atrocidade”.
No perfil do Facebook denominado “Juntos por Pedras Salgadas” podem-se ver várias fotografias das obras em curso, bem como diversos comentários de pesar relativamente à unidade que, como recordam, chegou a “albergar o Rei de Portugal D. Carlos I”.
“Não temos, quer da parte da Unicer, quer do poder local, a confirmação de posterior restauro ou nova construção de uma unidade de igual arquitetura e valor, ficando uma vez mais este estado caótico, e o do deixa andar que é a destruir que se conseguem os objetivos”, referem ainda.
Apesar de diversas tentativas por parte do Nosso Jornal para obter mais esclarecimentos sobre as obras, a Unicer considerou que “não é, de momento, oportuno prestar quaisquer comentários no âmbito das intervenções em curso no Parque de Pedras Salgadas”.
Já Rui Sousa, presidente da junta de freguesia de Bornes de Aguiar, garantiu que a junta está “atenta” ao desenrolar do processo. “Fizemos grandes guerras para que o projeto avançasse. Fizemos manifestações, jornadas de luta e até um boicote às eleições. Agora, finalmente as obras estão a avançar”, explicou.
Salvaguardando que quem deve explicar os projetos em causa é a empresa responsável, a Unicer, Rui Sousa adianta que, tanto quanto sabe, o Hotel Avelames será transformado num “centro de serviços de apoio às valências que serão criadas no Parque Termal”. O autarca referiu ainda que o SPA está já a funcionar e “bem”.
O Nosso Jornal tentou entrar em contacto com a autarquia, que também não quis prestar declarações.
De recordar que, a Unicer tem em curso um projeto que, denominado “Aquanattur”, visa a requalificação dos centenários parques de Pedras Salgadas e Vidago, em Trás-os-Montes, num investimento de várias dezenas de milhões de euros.
“O projeto visa a reconversão dos dois parques através da dinamização de duas marcas do grupo Unicer (Pedras e Vidago), dotando-os de infraestruturas turísticas e termais, que passarão a funcionar numa lógica de complementaridade”.





