Sob a alçada da Federação Portuguesa de Beach Tennis (www.beachtennisportugal.com) e aproveitando um solarengo Novembro, decorreu, no areal de Sto. Amaro de Oeiras, a 2ª edição do Campeonato Nacional de Beach Tennis, prova que contou com atletas oriundos de várias partes do país, como Porto, Coimbra, a “vizinha” Mirandela, Setúbal e Lisboa.
Na prova sénior, a principal da competição, o atleta “TT” da Secção de Ténis da AAUTAD, Hugo Spratley, e o seu colega Matthieu Garcia (CT Nazaré), revelaram uma parceria de alto coturno e conquistaram o título de campeões nacionais em pares masculinos, ao vencerem o derradeiro encontro face ao duo “alfacinha” Pedro Pessoa / Tiago Figueiredo, por um esclarecedor 7/3.
Para estes recentes campeões, o que começou por ser a busca de um mero passatempo acabou por revelar-se uma agradável surpresa, pois a conquista deste troféu nacional era algo inesperado, pelo menos no início desta época. Nada mau para estes craques… “brinca n´areia”!
É o que se chama um caso de serendipidade!
Na prova de pares mistos, o triunfo final pertenceu novamente (!) ao atleta da academia transmontana, H. Spratley, e a Catarina Alexandrino, que na contenda pelo “trono” levaram a melhor sobre Margarida Corrêa e Mustafa El Qata, pelo igual parcial de 7/3.
Nascido na Califórnia como um lazer estival e divulgado no final da década de 70 nas praias de Romagna, em Ravenna, Itália, o Beach Tennis era conhecido como rachetonne, uma evolução do familiar jogo das raquetes de praia.
Actualmente, o Beach Tennis é uma modalidade praticada sobre um areal e adopta grande parte das regras do ténis tradicional. É praticado num campo de areia fina, com 16 x 8 metros, separado a meio por uma rede com 1,70 metros de altura. A pontuação é idêntica à do ténis e a principal diferença, por razões óbvias, é a bola (mais leve e macia que a “normal”) que é sempre jogada pelo ar. Considera-se falta quando ressalta no chão.
As raquetes utilizadas no Beach Tennis são algo semelhantes na sua aparência às de paddel, mas bem diferentes na sua composição (borracha EVA de alta densidade, revestida com várias camadas de fibra-carbono, kevlar ou fibra de vidro), forma, espessura e processo de fabrico. As suas dimensões estão estipuladas no máximo de 55cm de comprimento e 30cm de largura.
Graças a todas estas características, esta variante tenística ganhou outra dimensão e espectacularidade, com jogadas rápidas e gestos acrobáticos.
Neste momento, é uma modalidade em franca expansão. Conta com cerca de 51 países agregados numa federação internacional criada em 1997, a International Federation Beach Tennis (IFBT), e aproximadamente 11 milhões de praticantes em todo o mundo.
A “sociedade” campeã nacional, Spratley / Garcia (na foto), muito provavelmente irá defender as cores lusitanas no próximo Campeonato do Mundo organizado pela IFBT, a realizar entre 28 de Julho e 3 de Agosto (2008), na província italiana de Ravenna, capital mundial da modalidade. Mamma mia, ricas férias!
rodin@portugalmail.pt
Lista de vencedores:
– Sub 12: José Serra Cardoso / Francisco Nascimento
– Singulares Femininos: 1º Isaura Faria; 2º Inês Oliveira
– Singulares Masculinos: 1º Ivo Fonseca; 2º Tiago Fonseca
– Pares Femininos: 1º Ana Noro / Margarida Corrêa; 2º Inês Oliveira / Laura Silva
– Pares Masculinos: 1º Hugo Spratley / Matthieu Garcia; 2º Pedro Pessoa /Tiago Figueiredo
– Pares Mistos: Catarina Alexandrino / Hugo Spratley; 2º Margarida Corrêa / Mustafa El Qata
– Singulares Masculinos + 40: 1º Paulo Palhares; 2º José Manuel Nunes




