Em Torre de Moncorvo, o incêndio que deflagrou no sábado e se estendeu ao concelho de Carrazeda de Ansiães foi dado como dominado pelas 21h50 de quarta-feira. Segundo Miguel Fonseca, comandante sub-regional de Emergência e Proteção Civil do Douro, a evolução positiva resultou da ação conjugada dos operacionais, máquinas de rasto e meios aéreos, permitindo fechar todo o perímetro.
Apesar do domínio, permanecem alguns pontos quentes, pelo que as equipas vão continuar no terreno durante os próximos dias para trabalhos de consolidação e rescaldo. Às 11h27 desta quinta-feira, permaneciam mobilizados 373 operacionais, apoiados por 121 meios terrestres e três aéreos.
Também o incêndio que deflagrou na quarta-feira à tarde, na zona de Presandães, em Alijó, entrou em fase de resolução, depois de ter sido dominado por volta da 01h20. Pelas 04h30, permaneciam no local 71 operacionais e 23 viaturas. De acordo com a agência Lusa, durante o combate, cinco bombeiros ficaram feridos, tendo dois sido transportados ao hospital por precaução. Não houve aldeias em risco nem necessidade de retirar população.
No Alto Tâmega e Barroso, o incêndio que começou na terça-feira em Nogueira, na freguesia de Ardãos e Bobadela, concelho Boticas, e que, entretanto, atingiu o concelho de Chaves, entrou em resolução pelas 09h20 desta quinta-feira.
O fogo tinha entrado em resolução durante a noite de quarta-feira, mas sofreu uma reativação pelas 17h00, chegando a apresentar quatro frentes ativas. Durante a noite, as chamas avançaram sobretudo em zona de mato, sem colocar localidades em risco.
Carlos Gomes, comandante das operações de socorro e dos Bombeiros de Boticas, salientou que o dia será dedicado sobretudo ao rescaldo, consolidação e vigilância, numa tentativa de evitar novas reativações.
Desde sábado, este foi já o terceiro incêndio registado na freguesia de Ardãos e Bobadela, dois dos quais tiveram origem em Nogueira e outro em Ardãos, tendo este último chegado a estender-se ao concelho de Montalegre.


