O Grupo Vila Sol, a Câmara Municipal de Alijó e a Real Companhia Velha assinaram, no dia 9, em S. Pedro do Estoril, em Lisboa, um protocolo de parceria público-privada que levou a criação de uma empresa detentora de dois novos empreendimentos turísticos na região do Douro.
Segundo um comunicado de imprensa divulgado pelo Grupo Vila Sol, “o projecto, que inclui a construção de dois resorts dotados de hotelaria e golfe, assenta na preservação e valorização das áreas de vinha e de socalcos da região”.
Com um investimento de 186,5 milhões de euros, os projectos prevêem “um acréscimo de 200 quartos à oferta hoteleira da região, distribuídos por duas unidades hoteleiras (Ritz-Carlton e Renaissance), com o atractivo da criação dos dois percursos de golfe do Alto Douro”, sendo que “ambos os resorts vão dispor de unidades de turismo imobiliário respeitando elevados padrões de qualidade”.
Denominado “Vila Sol Douro – Port Wine Spirit & Golf Resort”, o projecto das duas unidades hoteleiras ficará sedeado em Alijó, ocupando um total de 300 hectares e será responsável pela criação de 150 postos de trabalho directos e cerca de 500 indirectos.
Fonte da empresa refere que as duas unidades hoteleiras de charme, às quais estão anexas dois campos de golfe, incluirão uma unidade de Vinoterapia, adegas e caves e a instalação de núcleos de utilização turístico-imobiliária.
Garantindo a preservação e valorização das áreas de vinha e socalcos da região demarcada, o projecto prevê a “recuperação e aproveitamento turístico das tradições e características do Douro, zona denominada património da humanidade pela Unesco”.
Mais, as duas novas infra-estruturas “passarão a fazer parte integrante do circuito de golfe e enoturismo que a Vila Sol pretende implantar de Sul a Norte do país, acompanhando todos os seus projectos (Algarve, Alentejo, Ribatejo e Douro)”.
Em Junho de 2008, o Grupo Atlântica, através da marca Vila Sol Premium Golf Resorts, adiantou o lançamento de vários “projectos assentes na recuperação e no aproveitamento turístico de cada uma das regiões e valorizando a cultura e características naturais específicas”. Para além das unidades hoteleiras durienses, o grupo tem em curso projecto em Évora, Benavente, Madeira e Ancão.
Até à hora de fecho, desta edição, não foi possível saber quando estarão no terreno as obras de construção das unidades hoteleiras, no entanto, segundo fonte da empresa “os hotéis e campos de golfe deverão estar concluídos dentro de três a quatro anos, prevendo-se a venda do imobiliário durante os próximos oito a dez anos”.



