Terça-feira, 19 de Outubro de 2021

Já arrancaram as obras de reabilitação da ponte metálica

No ano que assinala os seus 140 anos de existência, e depois de mais de uma década de diligências, a ponte metálica da Régua vai finalmente ser reabilitada. Com a intervenção a respeitar as suas características originais, dentro de meses a infra-estrutura vai renascer, desta vez não para a circulação rodoviária, mas apenas para peões e ciclistas, que na sua travessia vão poder apreciar o melhor cenário da união entre o Douro e a cidade da Régua

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No início da última semana começaram os trabalhos de reabilitação e valorização da ponte metálica da Régua, uma intervenção orçada em mais de um milhão de euros e que representa o arranque dos projectos incluídos no Plano de Regeneração Urbana “Frente Douro”.

“Trata-se de um ex-líbris da cidade, um património que estava em avançado estado degradação e que, finalmente, vemos avançar pela mão da empresa Estradas de Portugal (EP), sublinhou, ao Nosso Jornal, Nuno Gonçalves, presidente da Câmara Municipal do Peso da Régua.

Segundo o mesmo autarca, o projecto, que resultou de uma parceria entre a Câmara Municipal e a EP e que será financiado no âmbito do Plano de Regeneração Urbana “Frente Douro”, pretende permitir que a ponte seja reabilitada “em termos pedonais e por ciclovia”. “Esta ponte vai poder ser atravessada e vivida por quem nos visita. Será, do ponto de vista da imagem da cidade, um monumento e um atractivo turístico”, sublinhou o edil reguense, considerando que a ausência de tráfego rodoviário na infra-estrutura vai tornar “apetecível” a visita.

“Esta é uma obra muito importante porque as pontes são uma marca da nossa cidade e a degradação da ponte metálica era uma nódoa que tínhamos na nossa imagem”, frisou Nuno Gonçalves.

Concluída no final do séc. XIX, mais exactamente 1872, a ponte metálica foi desactivada com a construção de uma outra, em pedra, e que estava destinada à ligação ferroviária entre a Régua e Lamego, uma ligação que nunca se concretizou.

A empreitada, agora em curso, visa a reparação total, repondo as características originais, como o pavimento em madeira, prevendo-se ainda a “electrificação da ponte com vista à colocação de iluminação decorativa”.

O presidente reguense confirmou, ao Nosso Jornal, que esta é a primeira a obra a avançar “nesta fase” do Plano de Regeneração Urbana da frente ribeirinha, no entanto adiantou que foi já adjudicada a intervenção na Estrada Nacional 108, “que engloba as duas rotundas da entrada nascente da cidade e a reabilitação de todo o perfil da estrada até à rotunda Baden Powell”. Essa obra, orçada em cerca de 4,5 milhões de euros, prevê a requalificação “de toda a plataforma da estrada, ou seja, infra-estruturas, pavimentação e espaços públicos, incluindo zonas pedonais, iluminação pública e mobiliário urbano”, referiu o autarca.

Além deste último projecto, que constituí a “espinha dorsal de toda a regeneração urbana da frente ribeirinha”, em breve será também aberto o concurso para a adjudicação “da empreitada do novo acesso ao rio e da zona de transportes”. “Vamos fazer uma central de autocarros na base da ponte metálica, o que vai permitir uma melhor entrada ao Clube de Caça e Pesca e uma dinâmica completamente nova de acesso ao rio”, sublinhou o mesmo responsável político, classificando “essa ligação como fundamental na articulação entre a vida da cidade e a frente ribeirinha”.

A reabilitação do cais comercial da estação (um edifício em madeira classificado, que vai ser transformado num espaço de venda de vinhos, produtos artesanais e restauração), a transformação das plataformas amovíveis do cais fluvial em cais rígidos, a ampliação do antigo teatro da cidade, a intervenção nas duas ruas laterais à Casa do Douro, no bairro da Barroca e nas zonas verdes, junto ao rio, e a construção de uma ecopista, são outros dos projectos incluídos no Plano de Regeneração Urbano “Frente Douro”, que deverá estar concluído em meados de 2012.

 

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