A vila de Sendim volta a ser anfitriã de mais uma edição do Festival Intercéltico de Sendim, que este ano decorre entre os dias 2 e 4 de agosto e que conta como novidades duas estreias, de um grupo do Japão e de outro do País de Gales.
Mário Correia, responsável pelo Centro de Música Tradicional Sons da Terra, entidade que organiza o Festival, explicou ao Nosso Jornal que no recinto dos concertos é esperada uma média de três mil pessoas por noite, no entanto, as atividades paralelas de entrada gratuita movimentam outras tantas.
Entre as novidades estão a atuação, pela primeira vez, “do extraordinário” grupo Jamie Smith’s Mabon, do País de Gales, e dos com Harmonica Creams, um grupo liderado por Yoshito Kiyono, ambos a subir ao palco do Parque da Eiras no primeiro dia de festival. “Com abertura a cargo do não menos surpreendente grupo Andarilhos (Baião), será uma noite plena em termos de revelações”, explica a organização.
No que diz respeito aos grupos, de sublinhar ainda a presença dos Canto d’Aqui (Braga), dos Antubel (Bierzo-Léon) e de Susana Seivane (Galiza).
Salientando que “apenas se paga para os concertos das noites de 2 e 3”, a organização garante que a música “não se fica por aqui”, estando agendado vários outros momentos de animação, um pouco por toda a vila.
Uma sessão de Canto de Intervenção, uma Oficina de Danças Mirandesas, o II Encontro Ibérico de Danças de Pauliteiros e a Noite Folk (Tuna Popular Lousense e os Lenga-Lenga), marcam ainda o programa do festival.
A apresentação de discos e livros, a homenagem ao Gaiteiro Alexandre Augusto Feio, uma exposição de pintura, um passeio pelas Arribas do Douro e passeios de barco vão também preencher a passagem dos festivaleiros por Sendim.
“Toda a animação paralela é uma imagem de marca do festival” que, segundo Mário Correia, ao longo das suas edições, foi capaz de fidelizar o público, sendo que, atualmente, 70 por cento dos participantes é proveniente de locais de fora da região, como por exemplo Coimbra, Porto, Lisboa, etc.
No que diz respeito à estadia, numa altura em que as unidades hoteleiras locais já estão repletas, Mário Correia lembra que os participantes podem optar por alugar um quarto num concelho vizinho ou na casa de um habitante local, ou escolher a zona de campismo do festival, que tem todas as condições necessárias para receber os festivaleiros.
“Este festival nasceu na altura certa e no local certo, e hoje tem um impacto muito grande na economia local (hotelaria e restauração) ”, sublinhou o responsável pela organização.




