Centenas de pessoas reuniram-se na noite do dia 24 para ouvir José Sócrates, o líder do Partido Socialista (PS) que, no segundo dia oficial de campanha para as próximas eleições legislativas, marcadas para o dia cinco de Junho, terminou o dia de visitas ao distrito congratulando-se por ser transmontano.
“O que dá força à política, a um partido e à democracia é o povo. E não há povo como o transmontano”, sublinhou o ainda primeiro-ministro, recordando as suas raízes alijoenses, mais exactamente da freguesia de Vilar de Maçada.
Depois de Pedro Silva Pereira, cabeça-de-lista pelo PS no distrito de Vila Real ter feito uma “extensa lista das vitórias” do Governo na região, nomeadamente o conjunto de projectos e investimentos que passaram do papel à realidade, José Sócrates explicou estar “orgulhoso” do trabalho que foi desenvolvido.
O governante sublinhou em especial as acessibilidades, recordando que “foi contra ventos e marés que o Governo decidiu com coragem fazer, num acto de justiça, o Túnel do Marão e a Auto-estrada transmontana”. “Confesso com espanto que quando decidimos fazer esta obra, quando lutamos pelo seu financiamento, não tive ao meu lado mais nenhum político transmontano”, lamentou.
Mais, José Sócrates sublinhou que o Túnel do Marão “é um símbolo da justiça”, e é a prova de que “o Governo não quer deixar ninguém para trás, e não aceita que Trás-os-Montes tivesse um nível de acessibilidades que punha em causa a igualdade de oportunidades de todos os portugueses”.
Antes do discurso do líder socialista, Pedro Silva Pereira também lamentou as críticas dos partidos da oposição, que “falam, falam, falam, mas nunca fizeram nada em defesa da região e das causas do interior”.
“O PS de Vila Real esteve sempre presente nas horas decisivas”, sublinhou o cabeça-de-lista que, considerando que o PS tem o “ás de trunfo para jogar no distrito, que é a obra feita”, está confiante na vitória socialista no próximo sufrágio.
Rui Santos, o segundo da lista vila-realense, voltou a questionar publicamente o trabalho desenvolvido por anteriores deputados eleitos no distrito pelo PSD, nomeadamente Azevedo Soares, Rosário Águas, Montalvão Machado e Assunção Esteves. “Depois de eleitos nunca mais ninguém os viu. Evaporaram-se”, criticou, deixando a garantia que o seu partido existe para servir Portugal, os transmontanos e os durienses”.




