Tudo aconteceu no domingo, pelas 15h20, num jogo entre o Clube de Caça e Pesca de Vila Seca de Poiares e o Grupo Desportivo de Terras de Montenegro, da Liga de Futebol Amador de Vila Real, no campo Filipe Rinaldi (junto ao Seminário de Poiares), a contar para a Taça Couto. Num lance fortuito, Luís Filipe foi pontapeado na cabeça por um adversário e ficou inanimado. A ambulância dos Bombeiros de Stª Marta de Penaguião, accionada pelo CODU Porto, só apareceu por volta das 16h30. A longa espera motivou a preocupação e a revolta dos familiares, do público, atletas e dirigentes que temiam o pior. Até à chegada da ambulância, foi reanimado no campo por alguns atletas/bombeiros e por uma médica que se encontrava perto. Os dirigentes das duas equipas não pouparam críticas ao INEM e ao CODU pela demora da assistência, questionando o facto de “não deixaram vir a ambulância dos bombeiros da Cruz Verde de Vila Real, que estão a cerca de 14 km do Centro Hospitalar de Trás-os-Montes (Vila Real) e tiveram de enviar uma ambulância de Stª Marta de Penaguião, que fica ao dobro da distância”, reclamou Acácio Duarte, dirigente e atleta do Vila Seca de Poiares. Aliás, foi esta a situação que esteve por trás desta demora. O Nosso Jornal ouviu Cátia Alves, do INEM, que explicou os pormenores deste caso. “O INEM recebeu uma chamada às 15h26 para socorrer um homem que teria levado um pontapé na cabeça, com perda de consciência. Tentamos accionar a ambulância dos Bombeiros da Régua mas não estava disponível. Depois, o CODU tentou accionar a ambulância da Cruz Verde Vila Real. No entanto, quando inseriram os dados no computador, o sistema alertou para o facto da ambulância dos Bombeiros de Santa Marta estar mais próxima que a de Vila Real. Então, às 15h34 foi cancelada a de Vila Real e mobilizada a de Stª Marta”.
O jovem acabou por ter receber tratamento no Centro Hospitalar de Trás-os-Montes, em Vila Real, onde lhe foram feitos vários exames à cabeça, mas teve alta no próprio dia.




