Desta vez o Carnaval não saiu à rua, devido à pandemia de Covid-19, mas a vontade de continuar a tradição continua bem viva nas gentes de Lazarim, que prometem continuar a arte ancestral de fazer máscaras que querem ser património imaterial da humanidade.
Antigamente esta arte ancestral era exclusiva dos homens, mas agora há também mulheres a esculpir o tronco do amieiro. Uma delas é Iracema Fernandes, de 34 anos, que começou ainda na escola o gosto por esta arte. Depois abandonou, no entanto, há cerca de cinco anos a paixão voltou em força e nunca mais parou. “Já fiz 10 máscaras, com o rosto de rainhas, bruxas, diabos e senhorinhas. Faço um pouco de tudo”, conta, um gosto que vem de família.
Apesar de ter máscaras para vender, Iracema refere que não o faz pelo valor que pode ganhar, até porque dão muito trabalho. “Já vendi algumas que custam cerca de 300 euros. É um valor razoável, mas também colocamos muito empenho no que estamos a fazer”.
Esta jovem artesã sublinha que as suas máscaras são diferentes. “Tento sempre incutir a natureza, florzinhas, têm uma vertente mais feminina”.
Hélder Cabral, de 33 anos, é outro jovem que se dedica de alma e coração a este saber que foi passando de geração em geração e que por vontade desta gente não acabará. “Desde miúdo que aprendi com o José António Costa e com o meu pai. Dedico parte do meu tempo livre a fazer máscaras, que já estão espalhadas por todo o país e também pelo estrangeiro”, adiantando que é uma tradição de família que se irá prolongar no tempo, até porque já fez mais de duas dezenas de máscaras, muitas que faz para oferecer.
“FAÇO MÁSCARAS PARA OFERECER”
Fazer Máscaras de Lazarim não é um rendimento complementar para Nuno Loureiro, de 44 anos, que as
Artigo exclusivo PREMIUM

Tenha acesso ilimitado a todos os conteúdos do site e à edição semanal em formato digital.
ou compre apenas este artigo:
Comprar este artigo — 1,00€


