Segunda-feira, 25 de Outubro de 2021

JS defende a formação de empresários e a criação de uma bolsa de emprego internacional

Mais uma vez, os Jovens Socialistas apresentaram à autarquia duas propostas que tem como objectivos, através da juventude, ajudar na recuperação das empresas familiares do concelho e diminuir o número de desempregados. Apesar de satisfeitos com a aceitação das ideias por parte da autarquia, os jovens partidários lamentam a pouca participação no plenário do Conselho Municipal que os representa

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A Concelhia da Juventude Socialista propôs à Câmara Municipal de Vila Real, no dia 25, através do Conselho Municipal da Juventude (CMJ), a criação de Centro de Formação a Empresários e de uma Bolsa de Emprego Jovem que englobe as cidades geminadas com a capital de distrito transmontana.

Segundo a JS, é “urgente” e “prioritário” encontrar alternativas ao combate ao desemprego jovem no concelho e uma das formas de o fazer pode passar pela constituição de “um centro direccionado especificamente para a formação de empresários”, um espaço onde seriam “fomentadas as boas práticas de uma gestão equilibrada, adequada e viável das empresas sedeadas em Vila Real, contribuindo assim, para complementar positivamente a visão estratégica dos respectivos empresários”.

“De acordo com o relatório do IAPMEI – PME em Portugal (2008), as PME são perfeitamente dominantes na estrutura empresarial nacional, representando 99,6 por cento das unidades empresariais – sociedades – do país, criando 75,2 por cento dos empregos – emprego privado – e realizando mais de metade dos negócios (56,4 por cento). Isto significa que têm sede em Portugal perto de 297 mil PME, as quais geram cerca de 2,1 milhões de postos de trabalho e mais de 170,3 mil milhões de euros de facturação”, contabilizaram os jovens partidários.

No entanto, a JS sublinha ainda que “se estima que mais de 70 por cento de todas as empresas tenham uma estrutura e uma propriedade familiar. Apesar de não existir um número fidedigno, quanto à tragédia das pequenas empresas familiares (café, padaria, restaurante, quiosque, etc.), acreditamos que muitas delas morrem à nascença, fruto da falta de confiança, cultura e estratégia que pode ser colmatada com a formação dos próprios empresários”, explicaram.

“É tempo de incentivar a manutenção, estabilidade e viabilidade das PME de Vila Real, proporcionando aos empresários uma formação futurista e empresarial, influenciando positivamente a produção de riqueza do concelho”, defendem os ‘jotas’, justificando assim a criação, pela autarquia e em parceria com as Associações Empresariais e Comerciais, do Centro de Formação.

No Conselho Municipal da Juventude, a JS propôs ainda a criação, conjuntamente com as cidades geminadas com Vila Real, de uma Bolsa de Emprego Jovem. “Como é do conhecimento público, o flagelo do desemprego faz-se sentir com especial acutilância em Vila Real”, sublinham os jovens socialistas, apresentando números do Instituto de Emprego que indicam a existência de um total de 2943 desempregados inscritos no concelho.

“Propomos que seja criada uma bolsa de emprego on-line, tendo por base também as necessidades das cidades estrangeiras com as quais temos protocolos de geminação (cooperação), por forma a que seja mais facilmente acessível ao jovem as oportunidades de emprego que possam eventualmente surgir”, defenderam os jovens.

A juventude socialista pede a autarquia que abandone a sua “postura passiva” e se assuma, “de uma vez por todas, como um motor do concelho”.

Relativamente à reunião do Conselho Municipal, a JS lamentou a falta de participação, acusando mesmo a autarquia como responsável devido à sua “despreocupação e inércia” na dinamização daquele “palco de discussão política de e para a juventude”.

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