Vila Real“Kamov” já está no Aeródromo de Vila Real

“Kamov” já está no Aeródromo de Vila Real

Já está no Aeródromo de Vila Real o “Kamov”, um bombardeiro pesado de combate a incêndios que veio reforçar os meios aéreos do distrito, ficando sediado na capital vila-realense, até Outubro. Com o final da “Fase Alfa”, o Nosso Jornal avança já com o primeiro balanço de 2008: até 14 de Maio, foram registadas 360 […]

Já está no Aeródromo de Vila Real o “Kamov”, um bombardeiro pesado de combate a incêndios que veio reforçar os meios aéreos do distrito, ficando sediado na capital vila-realense, até Outubro. Com o final da “Fase Alfa”, o Nosso Jornal avança já com o primeiro balanço de 2008: até 14 de Maio, foram registadas 360 ignições e cerca de 700 hectares de área ardida.

Desde o dia 15, data de início da “Fase Bravo”, encontra-se estacionado, no Aeródromo Municipal, o “Kamov”, um helicóptero pesado de ataque ampliado a incêndios de grandes dimensões.

Carlos Silva, Comandante Operacional Distrital, confirmou, ao Nosso Jornal, que aquele reforço aéreo no dispositivo de combate a incêndios no distrito chegou a Vila Real na data prevista, ou seja, na última Quinta-feira, dia em que arrancou a “Fase Bravo”, estando prevista a sua permanência ali, até Outubro.

Com capacidade para 4.500 litros de água, o helicóptero pesado vai actuar em incêndios de grandes dimensões, vindo juntar-se aos dois helicópteros (sediados em Ribeira de Pena e Vidago) e aos dois aviões ligeiros (Vila Real) que actuarão durante a “Fase Charlie” (entre 1 de Julho e 30 de Setembro).

Dentro da organização do Dispositivo Especial de Combate a Incêndios 2008, a “Fase Bravo” comporta, para o distrito de Vila Real, uma força operacional constituída por 425 elementos, apoiados por 93 viaturas. Já a nível nacional, este período de combate a incêndios integra 1.601 equipas/grupos/brigadas, 6.625 elementos, 1.592 veículos e 30 meios aéreos.

Já na “Fase Charlie”, o dispositivo soma um total de 839 elementos (entre Bombeiros, Sapadores florestais, militares da Guarda Nacional Republicana e do Exército, Polícia de Segurança Pública e Marítima, elementos do Instituto da Conservação da Natureza e Biodiversidade e Direcção Geral dos Recursos Florestais), entre os quais se destaca um reforço, ao nível dos Sapadores florestais, de 11 equipas, ou seja, mais 55 homens que, segundo Carlos Silva, “estão a terminar a fase de formação” e cujo trabalho se prolongará, até ao final da “Fase Delta” que decorre até ao dia 15 de Outubro.

Durante a “Fase Alfa” que decorreu entre os dias 1 de Janeiro e 14 de Maio, registaram-se, no distrito de Vila Real, 360 ignições que consumiram 700 hectares de área florestal. “Verificamos que os concelhos com maior incidência foram aqueles que estão mais ligados ao sector da pastorícia”, explicou o Comandante, traçando uma ligação directa entre a ocorrência dos fogos e aquela actividade agrícola.

A pouco mais de um mês do arranque da fase de maior risco florestal, Carlos Silva lembrou que “um Verão sem incêndios depende de todos e nunca são de mais os cuidados a ter, no que diz respeito à utilização do fogo junto de espaços florestais. Acho que a população já está muito sensibilizada e tem colaborado com os agentes de Protecção Civil”, revelou o Comandante Distrital, recordando que prova disso é, exactamente, a redução do número de incêndios, nos últimos dois anos. Ainda assim, o Governo Civil, o Centro Distrital de Operações de Socorro e outras entidades, como, por exemplo, os Municípios, têm continuado a desenvolver um conjunto de acções de sensibilização, junto das populações.

De recordar que, entre Janeiro e o dia 15 de Outubro de 2007, o distrito de Vila Real registou 1.269 fogos e 3.988 hectares de área ardida, o que representa uma redução, em relação a 2006, de 42 por cento, no que diz respeito ao número de incêndios, e de 78 por cento, quando se fala de área ardida. Apesar de um primeiro balanço ter indicado 2007 como “o ano mais positivo da última década, no distrito”, Novembro acabou por ensombrar as estatísticas, tendo-se registado, naquele mês, 464 incêndios que queimaram 2.265 hectares, sendo que, no total de 2007, os bombeiros combateram 1.352 fogos que consumiram uma área de 3.443 hectares.

 

Maria Meireles

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