Uma exploração de ovinos, sediada no concelho de Chaves, está em “sequestro sanitário” devido a confirmação da presença do serótipo 1 do vírus da língua azul, ou febre catarral ovina nos seus animais, avançou em comunicado, no dia quatro, fonte do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas (MADRP).
No mesmo documento, o ministério explica que, “atendendo a que a exploração se encontra em zona livre, face à avaliação epidemiológica e tendo ainda em conta a existência de circulação deste serótipo no território espanhol contíguo com a fronteira norte de Portugal, foi determinado o alargamento da área geográfica sujeita a restrições à totalidade do território continental”.
A existência do vírus foi confirmada pelo Laboratório Nacional de Investigação Veterinária – Instituto Nacional de Recursos Biológicos, que detectou a presença da Língua Azul “na sequência de uma suspeita por sintomatologia clínica”.
“Para a região agora incluída na área geográfica sujeita a restrições, para além da limitação de movimentos e a adopção de medidas de prevenção, foi determinada a obrigatoriedade de vacinação com vacina inactivada contra o serótipo 1 da Língua Azul, dos animais da espécie ovina, bem como dos bovinos, objecto de movimentação”, explica o comunicado.
Complementarmente o MADRP recordou que “já no dia seis de Outubro tinha sido efectuado um alargamento da área geográfica sujeita a restrições aos concelhos de Porto de Mós, Batalha, Marinha Grande, Leiria e Pombal devido à ocorrência de três resultados positivos ao vírus da Língua Azul, numa exploração de ovinos do concelho de Porto de Mós com 40 animais”.
Segundo a Direcção-Geral de Veterinária, em simultâneo com a confirmação da existência do vírus em Chaves, também “há uma suspeita da presença deste vírus numa exploração do concelho de Celorico de Basto”.
“A língua azul, ou febre catarral ovina, é uma doença epizoótica de etiologia vírica que afecta os ruminantes, com transmissão vectorial, incluída na lista de doenças de declaração obrigatória nacional e europeia e no código zoo-sanitário internacional da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE)”.
Em Portugal circulam os serótipos 4 e 1 do vírus da língua azul, desde Novembro de 2004 e Setembro de 2007, respectivamente.
O Nosso Jornal tentou obter mais informações junto de responsáveis no Ministério, e na Direcção-Geral de Veterinária, no entanto, até a hora de fecho desta edição, estes mostraram-se indisponíveis.
Armando Carvalho, da Confederação Nacional da Agricultura, explicou que está a acompanhar a situação, embora não tenha mais informações do que aquelas que foram veiculadas aos órgãos de comunicação social.
No entanto, o dirigente associativo relembra que uma das medidas de restrição impostas para impedir o alastramento da febre catarral, altamente contagiosa, a limitação de movimento dos animais pode vir a ter repercussões financeiras para os produtores.




