Uma das listas candidatas ao Distrito Médico de Vila Real apresentou o pedido de impugnação das eleições àquele órgão. Em causa, estão cerca de meia centena de votos enviados pelo correio e cujas assinaturas “não coincidem” com as dos registos dos médicos, na Ordem.
“Queremos que os factos sejam cabalmente esclarecidos, para que os órgãos eleitos representem, efectivamente, a vontade dos médicos”, explicou Margarida Faria, a cabeça da lista A, nas eleições para a Direcção do Distrito Médico de Vila Real que, no dia 17, apresentou o pedido de impugnação do sufrágio que ditou a vitória à lista adversária, por uma diferença de sete votos.
Segundo a candidata, o pedido de impugnação seguiu- -se a uma reclamação, por “suspeita grave de fraude” que foi apresentada, no dia das eleições, ao Presidente da Comissão Eleitoral de Vila Real e segundo a qual se denuncia a existência de votos enviados por correio, cujas assinaturas dos eleitores “não coincide” com os registos dos mesmos, na Ordem dos Médicos.
“Temos dois colegas que presencialmente testemunharam e declararam que as assinaturas apresentadas em votos enviados por correio não eram deles, eram falsas”, explicou Margarida Faria, revelando que, posteriormente, foi solicitado, ao Conselho Regional do Norte da Ordem dos Médicos, a “confrontação de outras 47 assinaturas, todas enviadas a partir da mesma morada (Hospital de Valpaços), 43 das quais com a mesma data”.
A médica confirma que a confrontação resultou na confirmação de que as assinaturas dos votos em causa “não coincidem” com as existentes nos documentos na Ordem dos Médicos.
“Não sou perita para dizer que as assinaturas são falsas. No entanto, estas não coincidem com o processo individual desses mesmos médicos”, referiu.
Depois de apresentado o pedido de impugnação, a lista A espera, agora, a decisão do Presidente da Comissão Eleitoral de Vila Real que poderá levar à repetição das eleições e que deverá ser tomada em 10 dias úteis.
“Caso sejam impugnadas, as eleições vão ter que ser repetidas, no espaço de 21 dias”, explicou Margarida Faria.
Os resultados das eleições que, devido à reclamação apresentada, não chegaram a ser homologados, ditaram a vitória da lista B, por sete votos, em relação à lista A, no que diz respeito à Direcção do Conselho Distrital de Vila Real (147 contra 140). Já no que se refere à Mesa da Assembleia, 144 eleitores votaram na lista A, enquanto 148 votaram na lista B, uma diferença que se tornou mais evidente no que diz respeito à eleição dos membros consultivos para o Conselho Regional do Norte, já que houve 147 médicos a votar na lista A e 150 na lista adversária.
Há três anos à frente do Conselho Distrital de Vila Real da Ordem dos Médicos, Margarida Faria recandidatou-se ao cargo de Presidente da Direcção do órgão que representa os médicos de Lamego, Vila Real, Chaves e Régua, encabeçando, assim, a Lista A, contra a lista liderada por Eufémia Ribeiro.
Maria Meireles


