O encerramento das “resistentes” vias estreitas do Corgo, Tua e Tâmega, levou ao abandono de várias estações, apeadeiros e até locomotivas. Isto é o que acontece em Foz Tua e em Peso da Régua. É um cenário repetido e igual ao de 1990 com a “amputação” de centenas de quilómetros de via-férrea.
Em Peso da Régua, a locomotiva e três carruagens ficaram sem carris para realizarem as suas viagens, devido ao levantamento dos carris feito na linha do Corgo e do Tâmega. Um investimento de cerca de 200.000 euros, que não teve retorno.
Recentemente, veio a lume o interesse de alguns empresários em adquirir todo o material e pô-lo a circular, para exploração turística do que resta da linha do Tua, entre Carvalhais e Cachão. Havia mesmo a vontade de recuperar o troço até Ribeirinha e utilizar a velha locomotiva. Contudo, isso não passou apenas de vontades.
Recorde-se que, a decisão do Governo em acabar com estas vias estreitas veio de certa forma colocar um ponto final na possibilidade de exploração das vias por parte das autarquias (nomeadamente com Vila Real, Régua e Santa Marta de Penaguião), uma situação que as câmaras nunca viram com bons olhos, devido aos elevados custos que tinham de suportar.
A CP quis então avançar com a constituição de sociedades para a exploração das linhas do Corgo e do Tâmega. Esta tentativa foi considerada por muitos como a última tentativa da CP em evitar o fecho do serviço público destas vias férreas.
O processo da Sociedade do Metro de Mirandela para que fosse transformada em Empresa Comboios do Tua também ficou no papel. Para as linhas do Corgo e do Tâmega, a CP investiu em 2002 cerca de 180 mil contos na reconversão de três automotoras, duas delas vieram a reforçar a linha do Corgo, e outra reforçou a linha do Tâmega.





