Quinta-feira, 5 de Agosto de 2021

Mais dois projetos para potenciar o turismo no concelho

O município de Chaves vai aplicar mais de 800 mil euros em dois projetos para promover e valorizar o território. Contratos de financiamento foram hoje assinados, na presença da secretária de estado do Turismo.

 

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Na buvete do Balneário Termal, o município de Chaves apresentou dois projetos que vão permitir reforçar a aposta no turismo do concelho.

O projeto da Ecovia do Tâmega, que corresponde à 3ª fase e vai ligar Vidago a Vila Pouca de Aguiar, pretende dar destaque à “dimensão paisagística, ambiental, ligada à história da ferrovia mas também ao Rio Tâmega”, tal como referiu Nuno Vaz, cujo objetivo é criar a Ecovia Internacional do Tâmega e Corgo, ligando Chaves ao Peso da Régua, através de Vila Pouca, Vila Real e Santa Marta de Penaguião.

O presidente da autarquia flaviense falou num “canal aberto turístico” entre o Alto Tâmega e o Douro, piscando o olho aos privados que poderão ser essenciais para aquilo que poderá ser a requalificação e valorização do património edificado ligado à linha do comboio, tais como “estações e apeadeiros”.

“As CHAVES do Futuro Sustentável” é o segundo projeto, promovido pela empresa de Gestão de Equipamentos do Município de Chaves (GEMC), que gere os balneários termais de Chaves e Vidago, e consiste na requalificação do espaço da estância flaviense.

“Queremos valorizar o nosso recurso maior que sabemos tem um conjunto de virtudes terapêutica, de bem-estar, de gestão de energia geotérmica, mas queremos dar-lhe uma nova imagem e uma nova capacidade”, referiu o autarca sublinhando o crescimento de 40% em 2019, na vertente do bem-estar. “Temos a perceção que podemos crescer ainda mais depois de a normalidade ser restabelecida. Temos que requalificar as instalações, criar novos produtos, melhorar o serviço e ser mais apelativos”, explicou.

Ambos os projetos, num investimento total de 830 mil euros, vão ser cofinanciados em 510 mil euros pelo programa Valorizar, do Turismo de Portugal.

Na cerimónia de assinatura dos contratos de financiamento, Rita Marques, secretária de estado do Turismo realçou que o objetivo deste programa é valorizar “o nosso território, em particular o interior”.

“É um programa que há data, 2020, ganha uma nova oportunidade. 2020 é o ano dos territórios de baixa densidade. Depois do confinamento procuramos a liberdade e ela pode ser conseguida à custa destes territórios e acaba por ser uma missão antiga e que hoje ganha nova força”, referiu Rita Marques.

Opinião partilhada por Luís Pedro Martins, do Turismo Porto e Norte de Portugal (TPNP) que sublinhou que a pandemia conseguiu com que os holofotes se virassem “pela primeira vez” para os territórios de baixa densidade.

“Os turistas querem segurança, privacidade e foi fácil apresentar-lhes estes destinos”, disse o presidente da instituição que promoveu a campanha “Lá em cima no topo” nos pós pandemia, cujo sucesso colocou o Norte como o 2º destino a atrair mais turistas. “Resolvida a questão sanitária, queremos que isto não volte atrás. Vamos ter uma excelente oportunidade para dar a estes territórios aquilo que merecem porque apesar de serem de baixa densidade, são de altíssima qualidade”, conclui acrescentando que os dois projetos agora apresentados pelo município de Chaves vão de encontro à estratégia traçada pelo TPNP.

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