“Será necessário muita força de vontade, dedicação e empenho para levar a cabo os nossos objectivos e salvaguardar a confiança que os estudantes em nós depositaram”, explicou Luís de Matos que, no dia nove, tomou posse enquanto presidente da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD).
Com um mandato seis meses mais curto do que seria de esperar, a tomada de posse da nova direcção da UTAD veio colocar o ponto final num processo eleitoral marcado pela contestação da lista concorrente à encabeçada por Luís de Matos e que resultou mesmo num processo judicial que acabou por dar razão à anterior direcção e mesa da Assembleia Geral do órgão representativo dos alunos.
De recordar que o grupo de estudantes que despoletou a problemática defendia a “participação activa e passiva dos estudantes de enfermagem no processo” eleitoral que, concluído no dia 15 de Dezembro, ditou a vitória para a Lista T, a lista de “continuidade” da anterior direcção.
Na sequência de uma providência cautelar que impediu a tomada de posse de Luís de Matos, e enquanto era tomada a decisão por parte do Tribunal de Vila Real, passaram-se cerca de seis meses, tendo sido assim prolongado o mandato de Tiago Sá Carneiro. “Este foi um mandato atípico, não só na sua duração, mas também pelos momentos difíceis que tivemos que ultrapassar”, referiu o ex-dirigente sublinhando, no entanto, que também “houve muitas coisas boas”.
Tiago Sá Carneiro lembrou, por exemplo, a conclusão do processo de certificação da Associação Académica e o seu contributo activo na reestruturação organizacional e na revisão dos estatutos da UTAD. “Nunca esta instituição passou por tantas alterações em tão pouco tempo”, frisou.
Mas o mandato de Luís de Matos também não se adivinha facilitado com o novo presidente a garantir, entre outros projectos e actividades, a continuidade da luta por propinas mais acessíveis, por um sistema de atribuição de bolsas mais justo e célere e a prossecução do empenho pela acreditação dos cursos.
“Esta equipa está ciente das dificuldades que se vivem hoje”, explicou o dirigente associativo lamentando que o seu mandato fique ainda na história pelo encerramento do pólo de Miranda. Apesar de considerar que a academia “vê com tristeza” a medida, Luís de Matos defende que se trata de “um mal necessário”, tendo em conta que “só assim se poderá melhorar a qualidade das condições” de ensino para os alunos que frequentem os cursos antes deslocalizados para a Miranda e que agora se encontram a funcionar em Vila Real.





