Mais de meio milhar de pessoas já subscreveu o manifesto, onde os proponentes defendem que as receitas fiscais geradas por esta transação, pela tributação dos lucros anuais destas barragens, bem como o IVA da venda da energia, “beneficiam apenas o poder central”.
Acrescenta ainda que “mesmo os impostos municipais beneficiam quase exclusivamente a cidade de Lisboa, onde está a sede da EDP”. Na terra de Miranda, onde estão instaladas as barragens de Miranda do Douro, Picote e Bemposta, “não fica praticamente nada”, pode ler-se no manifesto enviado à agência Lusa.
O manifesto revela ainda que este modelo “é injusto e caduco”, uma vez que aquilo que sobra para a região “são os impactos ambientais negativos da construção e da exploração das barragens”.
“No centro da cidade de Miranda Douro e no coração das Arribas do Douro subsiste uma pedreira de grandes dimensões, de onde foi retirado o granito para as barragens, a céu aberto e ao abandono, que nunca foi reparada. O mesmo acontece em Picote e Bemposta”, sublinham, adiantando que, por estas razões, este modelo “injusto deve acabar e deve ser corrigido por um modelo justo”.
MANIFESTO QUER CHEGAR AO PRESIDENTE
As associações culturais pretendem levar o manifesto à Presidência da República, Assembleia da
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