Quarta-feira, 17 de Agosto de 2022

Meios já estão no terreno para fazer face à época de incêndios

Três helicópteros, dois aviões, cinco equipas em alerta 24 horas e mais de 600 homens e mulheres empenhados no combate. Estes são alguns dos números de mais uma época de maior risco de incêndio. Apesar do dispositivo do distrito manter-se idêntico ao do ano passado, a região sai reforçada com um helicóptero pesado que está estacionado em Macedo de Cavaleiros

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“O grande objetivo é a segurança dos operacionais”, reforçou Álvaro Ribeiro, Comandante Operacional Distrital de Operações de Socorro (CODIS) de Vila Real, no dia um, altura em que teve início a fase de maior risco de incêndios florestais, que se prolonga até ao final de setembro.

Segundo o mesmo responsável, todos os meios já estão a postos para fazer face à possibilidade de ocorrência de incêndios florestais, estando já no aeródromo de Vila Real um helicóptero e dois aviões ligeiros e mais dois helicópteros, um em Vidago (médio) e outro em Ribeira de Pena (ligeiro).

No que diz respeito aos combatentes, além dos voluntários das várias corporações, foram constituídas três equipas (de cinco elementos) que têm agora uma atividade permanente, “24 horas por dia”, que são apoiados por uma frota específica de veículos autotanques, mais exatamente cinco em julho, nove em agosto e sete em setembro.

Nesta fase Charlie, Vila Real vai contar com 43 equipas de combate inicial, num total de 215 bombeiros, 277 militares da Guarda Nacional Republicana (GNR), apoiados por 78 viaturas, e 135 homens das 27 equipas de sapadores florestais do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas (ICNF).

Segundo o CODIS, os meios disponibilizados no distrito de Vila Real mantêm-se relativamente ao dispositivo do ano passado, sendo que, como sublinhou, “toda a região estará mais protegida tendo em conta que o Norte foi reforçado com um helicóptero pesado que está sedeado em Macedo de Cavaleiros”.

Desde o início do ano, e ao contrário do já aconteceu em anos anteriores, o distrito foi pouco fustigado pelas chamas, uma situação que se deve, segundo Álvaro Ribeiro, às condições meteorológicas. “Todas as situações foram resolvidas com o ataque inicial”, explicou o comandante, revelando que a pluviosidade e a humidade tem permitido o “combate sem grandes dificuldades”.

Segundo o Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF), a nível nacional, durante a fase Charlie, vão estar operacionais 2.220 equipas das diferentes forças envolvidas, 9.697 elementos, 2.027 veículos e 49 meios aéreos, além dos 237 postos de vigia da responsabilidade da GNR.

De sublinhar ainda que desde o início do ano, e até ontem, a Polícia Judiciária deteve 21 pessoas pelo crime de incêndio florestal, mais 15 do que no mesmo período de 2013.

Só na Unidade Local de Investigação Criminal de Vila Real, uma que efetuou mais detenções, foram ‘apanhados’ cinco incendiários.

A última detenção registada foi divulgada ontem pela Polícia Judiciária e envolveu um homem, de 63 anos, reformado por invalidez, que é suspeito da autoria de incêndio florestal ocorrido.

Segundo comunicado, “o suspeito, atuando num quadro de adição, por ingestão de álcool, sem motivação subjacente, resolveu atear fogo, com recurso a um isqueiro e a um maçarico, ao estrato herbáceo de uma zona agrícola e densamente povoada por vegetação arbustiva”, colocando mesmo em risco algumas habitações adjacentes.

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