Terça-feira, 9 de Dezembro de 2025
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Ministro prometeu racionalidade e consenso nos apoios aos bombeiros

O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, gostou do que viu na visita que fez ao quartel remodelado dos soldados da paz reguenses. O membro do Governo aproveitou para realçar o seu empenho para encontrar soluções para o transporte de doentes e para o novo modelo de financiamento das corporações a implementar em 2013.

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“Mais modernas e eficazes para responder à comunidade”. Foi assim que o presidente da Direção da Associação Humanitária dos Bombeiros de Peso da Régua, Alfredo Almeida, definiu as renovadas instalações do Quartel Delfim Ferreira. Já o ministro da Administração Interna considerou que esta obra é “um exemplo na forma de não desperdiçar, nem desprezar a história da corporação”. O elogio de Miguel Macedo está relacionado com os 131 anos da mais antiga associação de bombeiros do distrito de Vila Real.

Depois de realçar o apoio “decisivo e importante” da Câmara Municipal da Régua para a concretização das obras, Alfredo Almeida, também na qualidade de presidente da Federação Distrital de Vila Real, sublinhou os problemas que afligem as várias associações humanitárias, considerando que algumas se encontram “numa situação dramática”. “Não há dinheiro para combustíveis, formação, reparação de viaturas e equipamentos”. O dirigente assumiu que, devido aos constrangimentos do Ministério da Saúde, tem havido “um decréscimo de 40 por cento no transporte de doentes”. Aliás, os bombeiros de Peso da Régua tiveram de deixar de cobrar cerca de 8 mil euros por mês e têm assumido o transporte gratuito em casos de carência económica das pessoas. “A asfixia financeira de várias corporações é uma preocupação real e futura”. Estas preocupações são igualmente partilhadas por Jaime Ramos, presidente da Liga Nacional dos Bombeiros, que, numa perspetiva nacional, foi mais longe e referiu que as reduções do Ministério da Saúde no transporte de doentes “pode chegar aos 80 por cento”. “Há associações em risco de acabar. Na zona do Alentejo, as pessoas morrem em casa porque não têm dinheiro para pagar os serviços”, garantiu este responsável.

Por sua vez, o presidente da Câmara da Régua, Nuno Gonçalves, pediu ao ministro Miguel Macedo para o Governo apoiar os bombeiros e reafirmou todo o seu apoio à corporação do concelho. “Não posso nem imagino uma cidade como a Régua sem um elemento fundamental de proteção civil como são os nossos bombeiros”, realçou.

Miguel Macedo respondeu a todas as preocupações deixadas, garantindo que “o Estado está a honrar as suas responsabilidades, ao já ter pago aos corpos de bombeiros todas as verbas respeitantes a 2010”, e “está a negociar com o Ministério da Saúde a situação dos transportes de doentes”, mas admite que tem de haver “critérios de racionalidade”. Outra promessa deixada pelo governante foi de não cortar as despesas com a Proteção Civil e, em breve, referiu que “será revelado o novo modelo de financiamento dos bombeiros”.

Depois de elogiar o voluntariado, que considerou “insubstituível”, Miguel Macedo voltou a considerar fundamental o avanço do “estudo da tipologia de riscos de cada concelho e a sua adequação de meios e estruturas e respetivos apoios futuros”. Recorde- -se que, o Governo está a preparar um conjunto de incentivos para a elaboração das cartas de risco municipais em consonância com os próprios planos de emergência municipais.

A obra de remodelação do Quartel Delfim Ferreira ficou orçada em cerca de 400 mil euros e resultou num esforço financeiro da instituição de aproximadamente 177 mil euros, sendo o restante originário da administração central.

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