O monarca sustentou que em termos de custos “todos os reis da Europa são mais baratos do que a actual presidência da República, com a excepção da Rainha de Inglaterra, que é rainha de uma dúzia de países”.
Em declarações exclusivas ao Nosso Jornal, D. Duarte teceu algumas considerações pertinentes sobre a actual crise, defendendo o regime monárquico como solução. “Estou ciente que se existisse um Rei já teria alertado, há muito tempo, os políticos para a situação em que estávamos a entrar. Estou convencido que o exemplo e o apoio que um Rei pode dar aos governantes são sempre muito úteis. Se verificarmos, na Europa de hoje, os países que têm reis e rainhas estão sempre na linha da frente a nível do progresso humano. Nomeadamente, os reinos da Escandinávia, Reino Unido, a própria Espanha que passou à frente de Portugal, quando estava bastante mais atrasada, há uns anos atrás”.
D. Duarte quantificou a importância da figura do rei na vida de um país. “Ter um rei à frente de um país é um trunfo e uma vantagem para a democracia, já que serve de árbitro, de supremo juiz, ao contrário de um político, que, apesar de ser eleito pelo povo, tem sempre um compromisso com o seu próprio partido, mesmo que seja independente. Um exemplo é o nosso Presidente da República, pessoa que muito admiro. Mas, basta ver agora na campanha eleitoral, a oposição a chamar-lhe todos os nomes porque é do partido contrário. Como é possível que depois de ser eleito apenas por uma parte do eleitorado, passe a ser o presidente de todos?” – interrogou D. Duarte.
O monarca esteve nas instalações da Casa da Criança sempre na companhia do Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Peso da Régua, Manuel Mesquita, que “ficou sensibilizado” e agradeceu a sua visita à instituição, onde teve a oportunidade de assinar o livro de honra, que já contém as assinaturas do Rei D. Carlos I e D. Luiz I. Depois, a figura monárquica deslocou-se a Lamego, onde foi recebido nas Caves da Raposeira, marcando ainda presença no tradicional jantar dos Conjurados.





