“Isto é um mamarracho que foi colocado à nossa porta e está a ocupar lugares de estacionamento” – Esta é a queixa de Maria Santos, residente no Bairro da Meia Laranja, em Alijó, mas comum a todos os outros moradores e respectivos condomínios dos prédios.
No alvo das críticas está a presença de uma grua estacionada, há mais de um ano, num espaço contíguo a uma zona residencial. As reclamações são muitas e até tem dado azo à elaboração de prospectos que são colocados nas caixas de correio recreando peças de teatro alusivas à referida grua. “É um espaço público que está a ser invadido e, além de prejudicar quem aqui habita, dá um mau aspecto ao local”, acrescentou a moradora.
Outro dos queixosos é Carlos Pinto que refere que a grua continua desmontada “há mais de oito meses”. “Não percebemos por que motivo o referido mamarracho ali se mantém meses a fio, sem que o proprietário se incomode minimamente. As pessoas questionam-se e não compreendem a razão desta situação bizarra”.
Este habitante foi mais longe e acusa o dono da grua de “transformar um espaço, simultaneamente público e privado, num ‘estaleiro’ e tal só explica pela prepotência de um e pela passividade de outros, mormente das entidades locais, a quem deveria caber a tarefa de zelar pelo bem público”, evidenciou.
Por sua vez, Adelino Nunes, o dono da grua e o construtor da zona residencial, refuta todas as críticas. “Eu tenho no imóvel cinco lojas, faço parte do condomínio e tenho os mesmos direitos dos outros residentes. Tanto faz colocar lá uma grua como poderia colocar dois camiões”. Todavia, Adelino Nunes garantiu que “dentro de quinze dias vai retirar a grua, uma vez que já arranjou um outro espaço para a colocar”.




