Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Movimento Cívico da Linha do Corgo está contra a venda de automotoras

O Movimento Cívico pela Defesa da Linha do Corgo (MCLC) está contra a venda, por parte da CP (Comboios de Portugal), das automotoras Diesel da série 9500 (LRV 2000) que estavam estacionadas em Livração e em Peso da Régua.

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Em carta enviada à empresa, o Movimento refere que “ao não ter dado conhecimento prévio às autarquias locais, população e até aos movimentos de defesa ferroviária destas linhas regionais de Trás-os-Montes”, a CP deixou patente uma imagem “de desrespeito, e de algum desprezo” para com todos aqueles a quem esta empresa pública deveria estar focada em servir da melhor maneira possível, através da prestação de serviços ferroviários.

O MCLC afirma que esta venda da CP “serve para delapidar ainda mais o muito pouco que sobra da histórica Linha Ferroviária do Corgo”, que poderia contribuir para exploração de um pequeno segmento turístico nas vias estreitas ou para alimentar um núcleo museológico “vivo” em Peso da Régua, importante cidade entreposto do Douro. Estas são algumas ideias do que se poderia fazer, no entanto, a CP e a Secretaria de Estado dos Transportes, “à semelhança do que quase aconteceu com a vergonhosa tentativa de venda do comboio histórico do Corgo”, mostraram-se “desinteressadas pelo património ferroviário português e em querer mantê-lo vivo e em solo nacional”, acusa o Movimento.

Na missiva, o Movimento sublinha ainda que a linha do Corgo, se não tivesse sido desclassificada, teria “todo o potencial para vir a fornecer um importante serviço ferroviário ao distrito de Vila Real, no transporte de passageiros e mercadorias mas também no segmento do turismo ferroviário, onde as sublimes paisagens de montanha do eixo Régua-Chaves e a particular beleza romântica da vasta região termal que vai das Pedras Salgadas até Chaves seriam um motivo mais do que suficiente para uma forte aposta ferroviária”. A CP e a tutela dos Transportes deveriam ter reformulado este eixo ferroviário ou então poderiam ter permitido às entidades privadas avançar com as ideias e projetos que tinham para a linha do Corgo.

Por último, o MCLC relembra que o encerramento por “desclassificação” das linhas do Corgo, Tua, Tâmega e do Ramal da Figueira da Foz nos finais de 2011, terá representado um alívio dos prejuízos da CP de apenas cerca de 6 milhões de euros por ano, o que não deve representar 3 por cento do seu défice. “E esta meta está longe de representar o que quer que seja no objetivo de equilibrar as contas desta empresa pública”.

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