Quinta-feira, 11 de Agosto de 2022

Município apoia novas empresas financiando “meses de remuneração”

No balanço do seu primeiro ano de mandato, Fernando Queiroga anunciou um conjunto de medidas de apoio à fixação de empresas. O autarca garante que as medidas avançam porque a autarquia encontra-se saudável financeiramente

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A partir de 2015 a Câmara Municipal de Boticas vai avançar com um medida de apoio à criação de emprego que prevê a atribuição de um subsídio de acordo com o número de postos criados e que poderá variar entre 50 e 110 meses de remuneração.

A ideia foi apresentada pelo presidente da Câmara Municipal de Boticas, Fernando Queiroga, no dia 9, durante uma conferência de imprensa em que o autarca fez o balanço do seu primeiro ano de mandato à frente da autarquia barrosã.

Os tipos de apoio às novas empresas que se fixarem no concelho são variados, mas um destaca-se pela originalidade, nomeadamente a “atribuição de apoios monetários de acordo com o número de postos de trabalho criados”. Assim, as empresas que escolherem Boticas para a sua unidade produtiva e contratarem até quatro funcionários podem contar com “50 meses de remuneração, tendo como base o salário mínimo nacional”. O valor aumenta sucessivamente, em escalões, até aos 110 meses de salários para aquelas que criem mais de 50 empregos no concelho.

Outras medidas prendem-se com os empresários que queiram instalar os seus negócios no Parque Empresarial. “Temos duas zonas empresariais, uma está cheia e outra está vazia”, explicou o presidente da Câmara, adiantado que para tentar preencher os 50 lotes disponíveis estes serão vendidos a um “preço simbólico de um euro por metro quadrado”.

De sublinhar ainda que os novos empresários do concelho poderão contar com a “isenção do IMI (período de cinco anos), IMT, Derrama e de taxas municipais em obras de urbanização e edificação e referentes a publicidade.

Mais, a autarquia vai ainda disponibilizar apoios específicos à modernização e promoção das empresas e à desburocratização e simplificação dos processos.

Referindo muitos outros incentivos nos setores da ação social, educação, saúde, natalidade e mundo rural, Fernando Queiroga deixou claro que a autarquia avança com estas medidas “porque pode, porque se encontra numa situação financeira saudável”.

“Não preciso de fazer mais obras porque os equipamentos que temos são suficientes. Agora temos que criar emprego”, defendeu.

 

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