É mais uma voz de protesto que se junta a outras na região em relação às tarifas praticadas pela AtMAD e Resat. Desta vez, as críticas são de Fernando Rodrigues, autarca de Montalegre, que considera as tarifas “uma “roubalheira”. A ATMAD e Resat vão levar “todas as câmaras à falência”, porque estão a ser violadas as normas que se estabeleceram na concessão. “Estamos a pagar a água mais cara do que no resto do país. Nós produzimos aqui energia e pagamos a luz ao mesmo preço que é paga em Lisboa, nem sequer temos derrama ou rendas. Tenho aqui água, reservas e nascentes, e pagamos a água mais cara que nos outros lados porquê? A empresa Águas de Trás-os-Montes está a praticar preços numa clara violação do que está estabelecido no Contrato de Concessão”, sublinha o autarca.
Perante esta situação, a edilidade barrosã adoptou medidas para evitar pagamentos à ATMAD. “Eu não deixo entrar água da ATMAD aqui. Reactivei os sistemas e não entra água tarifada por eles. A única coisa que estou a pagar é o tratamento dos afluentes de Montalegre, porque infelizmente deixei fazer uma ETAR, se fosse hoje não deixava”.
Município suporta custos
Neste momento, a Câmara só está a cobrar menos de metade do que paga à Resat, bem como no saneamento. “Se tivesse de debitar aos munícipes aquilo que pago havia uma revolta e ninguém pagava. As pessoas não têm como pagar, como é que vou cobrar uma factura numa zona rural, de água, saneamento e lixo de 70 euros?” Se temos um preço nacional para a luz porque é que não temos um preço nacional para a água?” – interrogou Fernando Rodrigues, que ainda garantiu não dever nada à ATMAD nem à Resat. “Temos as contas em ordem com as águas e com os resíduos”, sublinhou.






