Novo executivo, novas ideias. A criação do Aeroporto Turístico da Região do Douro não passou de um sonho já que a autarquia assume que o projeto não tem “asas para voar” nesta altura. Foi o próprio presidente da edilidade, Carlos Magalhães, que confessou ao Nosso Jornal essa realidade. “O aeródromo da Chã serviu de bandeira para muitos executivos nas eleições, já se gastou muito dinheiro, mas neste momento estamos confrontados com a realidade e o Município não tem capacidade financeira para pensar numa intervenção em termos de negócio, só se a administração central, ou privados, pensa-se intervir”.
O autarca recorda o impasse do processo dos voos de Bragança a Lisboa. “O aeródromo de Vila Real tem dificuldades nesta área e não vejo o aeródromo da Chã ter sustentabilidade neste atual cenário macroeconómico. É um ativo importante que o concelho tem, vamos estar atentos, mas não é uma prioridade”, rematou.
Recorde-se que, em 2009, a própria Associação de Municípios do Vale do Douro Norte aprovou por unanimidade o Plano Diretor do Aeródromo da Chã para a criação do Aeroporto da Região Turística do Vale do Douro. O documento previa um investimento total de 40 milhões de euros, distribuído por 3 fases na evolução de um Aeródromo Secundário para um Aeroporto Regional e que permitia a utilização de uma pista de 1300 metros destinada a voos regionais e pequenos voos charters, num investimento inicial variável entre 5 a 10 milhões de euros. Para gerir e explorar esta importante estrutura, a Câmara de Alijó pretendia constituir uma parceria público-privada.
O denominado Aeroporto da Região Turística do vale do Douro seria dotado de uma Aerogare, Terminal de Carga, Torre de Controlo, Hangares, Central Elétrica de Emergência, Parque de Instrumentos Meteo, Rádio-Farol, Zona de Combustíveis, Posto Avançado de Socorros, Torre de Informação e instalações sociais para aero-clube. Seria aberto à utilização de frotas regionais e de médio curso. O Plano Diretor do Aeródromo da Chã foi elaborado pela POPLANO, uma das mais conceituadas empresas ligadas ao setor da aviação, a mesma que esteve na construção do Aeroporto de Macau.




