Depois de uma longa espera que começou com a idealização do novo museu, enquanto Centro de Interpretação da Vila Velha, pólo do Museu de Arqueologia e Numismática, o novo espaço museológico já está aberto ao público, para servir de ponto de partida para uma visita à História de Vila Real. Apesar sublinhar a “verdadeira revolução cultural dos últimos dois anos”, a autarquia ainda tem “sonhos” a concretizar.
Dezenas de pessoas encheram as salas do Museu da Vila Velha, na noite da sua abertura ao público, no dia 20, para conhecerem, de perto, um investimento de cerca de 750 mil euros que conta com a assinatura do arquitecto Belém Lima e que encerra, dentro de si, a História de Vila Real.
Contando com quatro espaços de exposição, o Museu foi inaugurado dando especial relevo à exposição “Vila Velha – Novas Memórias” que constitui, desde já e segundo o arqueólogo que acompanhou as várias campanhas de escavações, naquela zona da cidade, considerada o berço de Vila Real, como “uma oportunidade para contactar com alguns resultados até aqui menos visíveis do programa de pesquisa arqueológica”.
Na mesma exposição, em lugar de destaque, os vila-realenses podem ver a Nossa Senhora do Desterro, imagem que, como reza a História, se encontrava nas portas da cidade, para além de um conjunto de mais de uma centena de objectos e fragmentos de peças encontradas nas escavações.
O Museu da Vila Velha conta ainda com uma pequena biblioteca, um auditório, um laboratório e uma sala de estudos arqueológicos.
“Nos últimos anos, assistimos a uma verdadeira revolução cultural, em Vila Real, consubstanciada com a construção de diversos equipamentos, como o Museu de Arqueologia e Numismática, o Teatro, o Conservatório Regional de Música, o Arquivo Municipal, a Biblioteca, o Grémio Literário e, mais recentemente, o Museu do Som e da Imagem”, recordou Manuel Martins, Presidente da Câmara Municipal.
Mas, para além de sublinhar o que já foi feito, o edil referiu, ainda, alguns projectos de futuro, como a criação do Museu da Electricidade.
“Muita gente não sabe, mas Vila Real foi a primeira cidade portuguesa a ter luz eléctrica”, referiu o responsável político, adiantando que “o próximo sonho” é, exactamente, fazer da Central de Eléctrica de Biel um museu que será incluído na lista dos pólos do Museu do Douro.
Manuel Martins referiu que outros projectos estão a ser pensados e, embora não tenha levantado mais o véu sobre a ideia da autarquia, falou na recuperação do “resto do edifício do Convento de São Domingos” que, em parte, é, hoje, ocupado pelo Conservatório de Música.
Voltando a Vila Velha, o autarca enalteceu a intervenção que foi feita, naquela zona da cidade, no âmbito do Programa Polis, e que fez daquele espaço “um motivo de orgulho e vaidade”, para o Município.
O novo espaço museológico, aberto das 9 às 12 horas e das 14 às 19 horas, contará, durante os próximos meses, com a exposição de pintura “A Vila Velha na obra de Mello Júnior”, um olhar do pintor sobre a Vila Velha, num período temporal de 40 anos.
Maria Meireles



